Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

na blogosfera (desde 2008)

 

 

 

Foto: © Martin Parr / Magnum Photos

Fashion shoot (1999)

 

 



O blog faz hoje 4 anos. Aproveito este aniversário para agradecer especialmente aos leitores e amigos que ao longo destes quatro anos puseram à minha disposição fotografias e textos, deixaram comentários no blog, divulgaram nos seus próprios blogs o meu, e também aos que simplesmente espreitam com regularidade o Retrovisor. O número de visitas tem vindo sempre a subir, o que me anima a prosseguir viagem na vossa companhia.

 

 

Mais sobre este blog aqui e aqui



 

publicado por VF às 00:05
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Papelaria Progresso (anos 50)

  

 

 

 Papelaria Progresso, Rua do Ouro - Rua da Vitória, Lisboa

 

 

 

 

Papelaria Fernandes e Papelaria Progresso, Rua do Ouro, Lisboa.

 

 

 

 




Notas:

Fotografias sem data. O "Isetta" estacionado na rua permite situá-las na segunda metade dos anos 50.

 

Sobre a publicidade das canetas "Parker" leia aqui 

 


publicado por VF às 10:31
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 1 de Novembro de 2012

Papelaria Progresso - Interiores (anos 60)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Papelaria Progresso, Rua do Ouro, 153, Lisboa.(c. 1964)

Fotografias sem data. Estúdio Mário Novais. 

 

Fotografias cedidas por José Inácio Vieira Gagean, a quem muito agradecemos.

 

 

Sobre o mesmo assunto veja também aqui 

 

 

 

publicado por VF às 21:36
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

Papelaria Progresso (anos 60)

 

 


 

Papelaria Progresso, Rua do Ouro, Lisboa. 

Arquitectura: Francisco Conceição Silva

Fotografias sem data. Estúdio Mário Novais*


 

 Papelaria Progresso, Rua do Ouro, Lisboa.

 

 

Papelaria Progresso, Rua da Vitória, Lisboa, anos 60

Fotografia sem data. Estúdio Mário Novais*

 

 

Ao recordar o Liceu Francês, onde cheguei em 1961, ­vêm-me sempre à memória outros lugares que na Lisboa sombria e provinciana do princípio da década de sessenta, pelos mesmos motivos estéticos e afectivos, me transmitiam um bem estar imediato: a Papelaria Progresso, na Rua do Ouro, e o Café Monumental, na Avenida Fontes Pereira de Melo, onde minha mãe me levava, hoje desaparecidos, eram como o Charles Lepierre, espaços de grande qualidade, novos em folha, cuidadosamente pensados e desenhados para servir. O seu "look" inspirava-me confiança no futuro.




* fotografias gentilmente cedidas por José Inácio Vieira Gagean.  


Mais neste blog sobre a Papelaria Progresso aqui e na tag "design"


Sobre o Monumental veja aqui e aqui e neste blog aqui


Sobre Lisboa nessa época leia aqui



esta foto aqui

publicado por VF às 12:18
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

LFCL Journée Portes Ouvertes 2012

 

Liceu Francês Charles Le Pierre, Lisboa, Portugal

 

Lycée Français Charles Lepierre.
Arquitectos: M. Cuminal, N. de Groer.

Fotografia sem data. Estúdio Mário Novais: 1933-1983. aqui

 

 

 

20 Octobre 2012

 

Animations durant la Journée “Portes Ouvertes”

 

• un point accueil dans la cour d’honneur du lycée

information sur le projet de création d’une Association des anciens élèves

 

• des expositions collectives d’arts:

artistique (1er étage du bâtiment principal et salle de danse)

littéraire (2ème étage)

photographique sur l’histoire du lycée (la rotonde)

 

• des visites guidées, par des élèves actuellement scolarisés

• des animations musicales

• des jeux pour les enfants

• un tournoi de football (Terrain de sports)

• différents points de restauration légère (pizzas, gâteaux, crêpes, café et boissons)

 

• en vente toute l’après‐midi:

des tickets pour la Boum du soir

le Livre souvenir du 60ème

des objets souvenirs

l’inscription au tournoi de golf du 24 novembre 2012 au Campo Real

les photos du dîner des anciens (2ème étage)

 

 

 

 

 aqui e aqui

publicado por VF às 12:25
link do post | comentar | favorito
Domingo, 26 de Agosto de 2012

O trajar do povo (Anos 1940/50)

 



 

Traje de Meia Senhora*

Viana do Castelo, Portugal, c. 1950 

 





NÃO QUEIRAS SAIA DE CHITA,

QUE TE HÃO DE CHAMAR SENHORA;

ANTES SAIA DE ESTAMENHA,

QUE É TRAJE DE LAVRADORA.




A forma e composição do vestuário relacionam a inteligência do homem com a qualidade e variedade insistentes do trabalho predominante e dos trabalhos afins ou contribuintes dele. As cores, ou enfeites, os adereços e os complementos, mais ou menos acidentais, sempre todavia decorativos, revelam o sentimento artístico, a elegância de imaginação, a estética utilitária de quem os aplica. Não pode esquecer o que no traje impõem os determinantes de ordem moral, cuja influência colabora fortemente na sua elaboração.[...] O traje é, assim, o vértice de convergência de actividades mentais, concorrentes no mesmo objectivo; exterioriza-as em manifestações concordantes, que fazem dele o panorama psicológico da população, revestida no seu todo orgânico. Deve ainda acrescentar-se aos mencionados elementos da feição do traje a influência sugestiva das modas vagueantes das classes superiores, ricas e desnaturadas. Isto é: a acção reflexa, que o traje popular sofre do traje culto. Têm aspectos funcionais diferentes os dois trajes: estável, contínuo, natural e espontâneo, o popular; instável, descontínuo, artificial e estudado, o traje erudito. A estabilidade do traje popular corresponde à mutabilidade excessiva do outro. Até, quando no todo ou em parte o traje das classes de cima passa para o povo com adaptação correspondente, mantém neste a duração, que além não teve. Não quer dizer que o traje popular seja inerte e imutável, nem que o não popular, em suas metamorfoses, tenha falta de traços comuns, melhor ou pior conservados. Somente, à maior persistência do excitante espiritual corresponde maior permanência de efeitos, e entre eles a fisionomia do traje. Como  na  vida  rural a continuidade é regra, o traje rural evoluciona lentamente, ao passo que o traje urbano ou citadino sofre maiores sugestões do usado pela gente do mundo elegante, internacionalizado e aparatoso. A desigualdade económica, sobretudo, entre o campo agrícola e os centros industriais ou comerciais, prova fundas diferenciações não só em superfície como em profundidade. A quadra popular, posta como abertura desta nota etnográfica, evidencia o confronto de trajes, consoante as condições económicas e sociais.

 

Luís Chaves

in Vida e Arte do Povo Português p. 7

Secretariado da Propaganda Nacional, Edição da Secção de Propaganda e Recepção da Comissão Nacional dos Centenários, Lisboa, 1940


 

 

 


SPN Lisboa 1940



Foto: Maria Manuela Couto Viana com o traje de Meia Senhora, ao lado de Luísa Cerqueira com traje de Mordoma, na Festa do Traje. (Anos 50)


Maria Manuela Couto Viana aqui e aqui

publicado por VF às 11:38
link do post | comentar | favorito
Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Long Live Garrett

 

 

As Fontes do Romanceiro de Almeida Garrett. Uma Proposta de ‘Edição Crítica’, tese de doutoramento que Sandra Cristina Boto defendeu ontem na Universidade Nova de Lisboa, representa para a minha família a conclusão feliz dum percurso iniciado em 2004 pela descoberta duma importante colecção de autógrafos garrettianos em nossa casa. Ao apresentar com esta colecção perspectivas inteiramente novas sobre o romanceiro garrettiano, o trabalho de Sandra Boto confere pleno sentido ao enorme esforço que minha irmã dedicou à divulgação deste espólio, em grande parte inédito.

 

Hoje penso que foi sorte estes papéis serem redescobertos por uma estrangeirada, que nunca tinha lido as Viagens na Minha Terra, mas de Garrett sabia pelo menos que “main street is named after him!” (Cristina Futscher Pereira dixit). Quantos portugueses de gema se teriam dado ao trabalho?

 

Diz Sandra Boto na introdução:

 

Sabia-se, por fontes externas, que a colecção continha novos temas tradicionais. A publicação, na edição de 9 de Dezembro de 2004 do jornal Público, de um tema religioso de base tradicional, Fonte da Cruz, fazia suspeitar da importância destes materiais para o estudo do romanceiro tradicional garrettiano. Sabia-se também que entre estes autógrafos se encontrariam igualmente temas de origem não tradicional. Aliás, um romance criado pela pena garrettiana, A moira encantada, constituíra, a 29 de Dezembro de 2004, o verdadeiro cartão de visita desta colecção, num infelizmente pouco valorizado suplemento do Diário de Notícias. (1)

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 A Moira Encantada de João Baptista de Almeida Garrett  

ISSN 0870-1954 Lisboa, Dezembro 2004

 

 

 

Do ponto de vista da minha família, a edição de A Moira Encantada foi um pequeno milagre, só tornado possível por circunstâncias muito favoráveis como o apoio essencial que recebemos de Ofélia Paiva Monteiro e Maria Helena Santana, e o facto de termos encontrado patrocinadores - Diário de NotíciasPortugal Telecom - que gostaram do projecto e nos deram autonomia total para o realizar.

 

Uns meses depois, as duas especialistas chamavam a atenção para a riqueza do espólio agora encontrado, concluindo que dar a conhecer este romanceiro inédito seria prosseguir a tarefa que o próprio Garrett definiu como um “grande serviço ao seu País” [2]. Mas (quase) ninguém estava interessado, como sintetizou mais tarde Jorge Colaço [3] ao contar a história na sua Carta a Garrett.

 

No entanto, sete anos volvidos sobre a descoberta da 'Colecção Futscher Pereira' [4], a Proposta de ‘Edição Crítica’  de Sandra Boto vem contrariar o pessimismo e convidar-nos a revisitar o nosso Autor e o seu apaixonante Romanceiro:   

 

[...] no que concerne ao Romanceiro, a elaboração de um plano editorial patente na “Introducção” ao tomo II da obra, cujos preparativos e rascunhos textuais se prova estarem documentalmente contidos na Colecção Futscher Pereira em autógrafos garrettianos, só nos anima a levar a cabo a tarefa de prosseguir editorialmente com esse mesmo plano, que a morte do poeta impediu de se cumprir. A não destruição intencional destes materiais em vida de Garrett conjugada com o manifesto de intenções que é o mencionado plano editorial, o qual por seu turno entendemos como uma vontade expressa autoral de vir a publicar futuramente esses materiais, é garante de que é uma missão estudá-los e editá-los, mesmo com mais de 150 anos de atraso.[1]

 

 

 

 

 

 

Autógrafo de Almeida Garrett:

Romanceiro

Colecções de xácaras, estudos e apontamentos para a confecção do Romanceiro

Manuscrito do Autor

 

 

 

 

Notas:

 

1 Sandra Cristina Boto in As Fontes do Romanceiro de Almeida Garrett. Uma Proposta de 'Edição Crítica' (introdução)

Tese de Doutoramento em Línguas, Literaturas e Culturas, Especialidade de Estudos Literários

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2011

 

2 Ofélia Paiva Monteiro e Maria Helena Santana in No aniversário da morte de Garrett. Apresentação de um inédito do Romanceiro. Annualia Verbo. Temas, Factos, Figuras, 2005/2006. pp.235-239

 

3 o blog de Jorge Colaço aqui

 

4 Colecção Futscher Pereira (CFP), assim designada por Sandra Boto. São também as iniciais de Cristina Futscher Pereira, coincidência feliz.

 

O blog garrettiano de Cristina Futscher Pereira -— O Divino — deixou de estar acessível no blogs.sapo.pt

 

Texto integral de A Moira Encantada aqui

 

Mais neste blog na tag "garrett" 

 

 

publicado por VF às 00:24
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

boas saídas

 

 

 

 

 

Anúncio da Mobil
contracapa de Panorama, Revista Portuguesa de Arte e Turismo

nº 4 - IV Série - Dezembro de 1962

 

 

 

Outro anúncio da Mobil aqui e mais sobre a campanha da Mobil nas tags design e publicidade

 

Sobre a Mobil Oil Portuguesa veja aqui

 

 

 

publicado por VF às 00:06
link do post | comentar | favorito
Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Serra da Estrela (1962)

 

 

 


página de Panorama, Revista Portuguesa de Arte e Turismo

nº 4 - IV Série - Dezembro de 1962

Foto: A. Santos d'Almeida Jr.   

 

Notas:


Os esquiadores estão junto à imagem de Nossa Senhora da Estrela, a dois quilómetros da Torre, identificada aqui

Veja quem esculpiu a imagem aqui 



 

 

publicado por VF às 10:52
link do post | comentar | favorito
Domingo, 31 de Julho de 2011

Seapool (1968)

 

 

 

 projecto de Eduardo Anahory


 

O protótipo terá 30 metros por 20, sendo a superfície da piscina de 200 m2 (20 x 10 metros), ficando assim 400 m2 de «deck», o que permite a instalação confortável de mais de 100 pessoas. A toda a volta da piscina haverá o equipamento e serviços necessários a uma verdadeira praia: guarda-sois, colchões para banhos de sol, «snack-bar», etc.

 

Estas «Praias-Piscinas-Flutuantes» podem prestar serviço não apenas onde não existem praias mas também onde estas são pouco acessíveis — alagadiças ou menos acolhedoras — ou possuem uma fauna marítima de algum modo pouco tranquilizadora (medusas, tubarões, etc.) e, ainda, quando se trata de boas praias, mas que estão habitualmente apinhadas de gente, não podendo já oferecer nem espaço nem sossego.

 

Lisbon Courier, XXIII Ano- nº 268-269-Agosto de 1968

 

 

Veja também aqui

 

 


publicado por VF às 11:09
link do post | comentar | favorito

pesquisar

mais sobre mim

posts recentes

O Bloco-Notas de José Cut...

Bom Natal

Papelaria da Moda / Parke...

brinquedos portugueses

Designers Portugueses

dicionário pessoal: lucid...

dicionário pessoal: empáf...

dicionário pessoal: alarv...

dicionário pessoal: inova...

dicionário pessoal: pudor...

tags

todas as tags

links

arquivos

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Creative Commons License
This work by //retrovisor.blogs.sapo.pt is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Blogs Portugal

blogs SAPO

subscrever feeds