Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Fado

 

 

 

 

 

Lisboa, 1962

 

 

 

 

 

De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração.

 

 

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas:

 

 

São loucas! São loucas!

 

 

Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo.

 

 

No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo.

 

 

Letra de David Mourão Ferreira

 

 

 

 

Barco Negro - Amália Rodrigues live in Cannes [1962] aqui

Leia também aqui


publicado por VF às 07:13
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2 comentários:
De Maria João a 3 de Outubro de 2010 às 19:37
A rapariga à direita do Vasco é a Christine Marshall?
De VF a 4 de Outubro de 2010 às 11:20
Sim, é a Christine Marshall, que veio visitar-nos com a mãe e o irmão em 1962.

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