Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Persépolis

 

 

 

 

Persépolis

de Marjane Satrapi

 

Persépolis, extraordinária autobiografia desenhada, é o relato de uma infância feliz num país impossível e de uma adolescência infeliz no país possível. Marjane Satrapi pertence a uma família de classe média iraniana que se opôs ao Xá, assistiu com esperança à sua queda e viu a revolução islâmica e a guerra Irão-Iraque destruir toda a sua forma de viver. Na tentativa de a proteger, os pais de Marjane tomaram a dilacerante decisão de a mandar sozinha, aos 14 anos, para a Europa. Marjane regressará ao Irão após concluir os estudos no liceu francês de Viena, antes de partir novamente para o exílio aos 24 anos.

 

 

 

Edições L'Association

 

 

The feeling that I am evoking in the second book is more a problem of when you are going to a new culture and you absolutely want to adapt yourself, and you absolutely want to be integrated. You have to forget about your own culture first. You know, because culture takes all of the space inside you. If you want to have another culture come into you, it’s like you have to take out the first one, and then choose what you want from the two and swallow them again. But it’s the moment you look at everything that it’s this lack of identity. You don’t know anymore who you are. You want so badly to be integrated, but at the same time you have a whole thing that is inside you. It’s the problem that when you leave and then come back, you are a foreigner anywhere.

 

 

 

I hate airports. Goodbye is the worst word for me. Goodbye means they could die and I never see them again. Anyone, even you who I meet for an hour, it is a difficult thing to say. I like the word forever. Forever -- we will be friends forever, I will see you forever.

 

 

 

 

Marjane Satrapi

em entrevista que pode ler na íntegra aqui

 

sobre o filme Persépolis, leia um artigo aqui

publicado por VF às 10:14
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1 comentário:
De Henrique a 4 de Setembro de 2009 às 14:04
Foi sentado na carteira da escola primária que pressenti e ansiei primeiro esse destino, digamos, de ser "a foreigner, anywhere". Aí, sempre me senti integrado.

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