18.12.16

 

 

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Em tempos, quando o Menino Jesus, ou tu, faziam anos, a família e os amigos da casa ofereciam-te objectos desconcertantes e inúteis, chamados brinquedos. Tu, está claro, ficavas muito contente com os presentes, por virem embrulhados em papéis vistosos, por constituírem uma novidade, aliás provisória (lamentável defeito da novidade!) mas principalmente por ser costume ficarmos contentes quando alguém nos oferece qualquer coisa. Na verdade, ou seja, no dia seguinte (a verdade só é completa no dia seguinte), verificavas que os tais brinquedos não correspondiam às tuas secretas ambições. Ah! O dia seguinte do brinquedo! Como é rápida a decadência do brinquedo, uma vez arrancado ao arranjo da montra da loja, onde brilhou, rodeado por outros brinquedos, valorizado por luzes hipócritas! Os brinquedos deviam ficar eternamente na suas caixas bonitas, ou penduradas nos tectos dos estabelecimentos para serem apontados pelos dedos indicadores dos meninos. É raro um brinquedo corresponder à imaginação da criança que o recebe. Deves lembrar-te de que, por volta dos teus seis anos, não achavas graça nenhuma a um boneco, por mais bonito que ele fosse. Eu, pelo menos, não achava. O que eu queria era um martelo verdadeiro para pregar pregos verdadeiros onde me apetecesse. A lei natural dos contrastes convida as crianças a desejarem ser adultas. Por exemplo: um cavalo vivo, com arreios de “cow-boy”, é artigo muito querido de todos os meninos. Pistolas autênticas, das que dão tiros homicidas, bicicletas de duas rodas, serrotes, etc., são objectos apreciadíssimos pela infância, que também aceita, resignadamente, as respectivas imitações, de lata, de três rodas, e sem dentes.

 

 

 

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Tenho um amigo um bocado parecido comigo nestes assuntos de educação infantil. Tem dois filhos a quem tudo permite e a quem gostaria de realizar todos os sonhos. Há tempo, um dos pequenos pediu-lhe um serrote com dentes afiados, e o pai fez-lhe a vontade. O serrote marcou época em casa do meu amigo. Vários móveis de estimação foram serrados pelo garoto que, trocadilho aparte, tem «bicho carpinteiro». O pai do serrador desgostou-se com a proeza do filho e julgo que lhe tirou o serrote. Mas teve desgosto quando lhe tirou o serrote. Disse-me, confidencialmente, que nunca mais o seu querido filho teria um brinquedo que lhe desse satisfação comparável à daquele serrote verdadeiro. «Resta saber — concluiu — se é melhor evitar a perda de móveis insubstituíveis ou a perda duma partícula da alegria de viver do meu filho». Mas, repito, não ê possível apertar em tão poucas linhas a extensa filosofia do brinquedo.

 

 

 

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[...] As crianças portuguesas já trazem de longe, quando nascem, uma indisciplina, uma desordem que não lhes consente manusear dinamite sem perigo de explosões. Logo, não as podemos presentear, aos dez anos, como acontece aos meninos alemães, com espingardas de tiro rápido, nem com cavalos de carne e osso, como é uso conceder às crianças inglesas. Sejamos prudentes com os nossos filhos, deliciosamente meridionais, imaginativos e bravos! Fabriquemos, para eles, alguns brinquedos mansos e já consagrados, mas tanto quanto possível aportuguesados.

 

 Olavo d’Eça Leal

in Revista Panorama, número 12, ano 2º, 1942

 

 

 

 

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Olavo d’Eça Leal (1908-1976) pertenceu à geração de intelectuais e artistas portugueses que colaboraram na revista Contemporânea e no Salão dos Independentes. Escritor e célebre radialista da Emissora Nacional, a sua obra inclui o teatro, a poesia, as artes plásticas, a ficção e a literatura infantil. Escreveu e produziu dezenas de peças para a rádio e televisão, foi jornalista, ilustrador, e coleccionador ecléctico.

 

Em 1939 publica um livro para crianças, Iratan e Iracema, os Meninos mais Malcriados do Mundo, com ilustrações de Paulo Ferreira, que recebe o prémio Maria Amália Vaz de Carvalho. Esta história ao jeito de folhetim radiofónico infantil foi lida pelo autor aos microfones da Emissora Nacional no programa "Meia Hora de Recreio" em trinta e oito fragmentos. Em 1943 é editada a sua História de Portugal para os Meninos Preguiçosos (1943) ilustrada por Manuel Lapa.

 

Desenhos, pinturas, livros e objectos de Olavo d’Eça Leal reunidos ao longo dos últimos quarenta anos pelo seu filho Tomaz encontram-se expostos na Casa da Pinheira [The House of the She-Pine Tree] - Casa-Museu e Guest House situada numa antiga quinta do século XIX próximo da aldeia do Sabugo.

 

 

 

 

 

Agradecimentos: Tomaz d’Eça Leal, Casa da Pinheira , Hemeroteca DigitalAlmanak Silva, Restos de Colecção, JuvenilbaseWikipedia

    

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29.8.16

 

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na loja do Público aqui 

 

 

Mais uma óptima colecção a preço acessível sobre a história do design em Portugal. A descobrir.

 

Colecção Designers Portugueses, constituída por 13 volumes, coordenada por José Bártolo, retrata a vida e obra de 13 grandes designers. 


COLECÇÃO DESIGNERS PORTUGUESES

Coordenação de José Bártolo

© 2016 Cardume Editores e Autores

 

 

1 João Machado  

2 Daciano da Costa

3 Sebastião Rodrigues  

4 João Abel Manta 

5 José Brandão  

6 Pedro Silva Dias 

7 Jorge Silva  

8 José Albergaria  

9 João Nunes 

10 Francisco Providência 

11 Ana Salazar  

12 Toni Grilo  

13 Bernardo Marques  

 

 

 
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19.3.16

 

 

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lucidez
lu.ci.dez
nome feminino
(de lúcido + suf. –ez)

 

 

A lucidez é a capacidade de ver através dos objectos opacos. É diferente da vidência, que é a capacidade de ignorar esses objectos. Já a cegueira torna os objectos, todos os objectos, igualmente opacos e irremediavelmente presentes. Aquilo a que chamamos idiotia é, pelo contrário, um estado de opacidade face aos objectos.

 

 

imagem: aqui

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27.2.16

 

 

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empáfia

em.pá.fi.a

nome feminino
(de origem incerta)


O mesmo que embófia. Arrogância que se produz na garganta e enche a boca por completo. Não altivez, talvez apenas alta voz. Atitude caracterizada por palavreado enfático e oco; prosápia. Atitude contígua à pesporrência, que é a empáfia em acto. Petulância. Presunção. Bazófia. Pode ser observada facilmente nas pessoas que, por uma razão ou por outra, têm uma alta consideração por si próprias ou se acham importantes. A empáfia alimenta-se da adulação, ainda que esta se manifeste apenas por conveniência de serviço, e, talvez por isso, se traduza num atrevimento sem limites nem pudor (ver pudor).

 

 

 

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20.2.16

 

 

 

 

 

 

Letter A.png

 

 

 

 

alarve
a.lar.ve
1. Nome (2 géneros)
2. adjectivo (2 géneros)

(do árabe al-árab, «os árabes»)

 

 

 

O alarve pode ser um rústico, mas é pela grosseria, pela bruteza, pelo excesso que se torna alarve. Tais atributos não são, porém, exclusivo do rústico, nem o rústico é necessariamente alarve. Pode ter-se comido alarvemente e ser-se um tipo decente. O que é diferente de comer como um alarve. O alarve gosta de pavonear o excesso, e esse é um registo particularmente alarve. A ignorância ostensiva é alarve. A importância empinada é alarve. O alarve tem a mania. Frequentemente tem a mania das grandezas. Há mais alarves entre os homens, embora a alarvidade se possa manifestar independentemente do género. O alarve é um campeão do sexo explícito no discurso e de contar cruamente anedotas picantes, mas é, ao mesmo tempo, um mestre do eufemismo e da alusão: diz coisas como «fogo», «fónix» e «tintins». O olhar constitui uma manifestação particularmente rica do alarve. Há ideias alarves. Chama-se alarvejar à acção dos alarves, que é também o termo onomatopaico que se lhes aplica. O alarve gosta de cooptar os outros para a sua própria alarvidade. O alarve gosta de mandar, razão pela qual há muitos alarves na política e no poder. O alarve gosta de fazer voz grossa, mesmo que isso por vezes não passe de um acto falhado. O alarve pretensioso gosta de usar as pessoas: no bolso ou na lapela.

 

 

 

 

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13.2.16

 

 

Diamond I.jpg

 

 

 

 

inovação
i.no.va.ção

nome feminino
(do latim innovatio, -onis)


Divindade do panteão do Progresso, cujo culto foi declarado oficial e obrigatório. A Inovação é uma deusa poderosa, servida por uma multidão de sacerdotes e serventuários fanatizados, prontos a denunciar os não-crentes e mesmo os cépticos. Adeptos do Novo, crêem numa forma de vida superior, a que chamam Futuro. Por essa razão, dominam sectores estratégicos, como o do ensino, que policiam milimetricamente. O culto da Inovação foi inicialmente praticado pelos sectários da Técnica e da Tecnologia, que aí obtiveram triunfos avassaladores no aperfeiçoamento de máquinas e processos. Mais tarde, com a apropriação ideológica de que foi objecto, a Inovação foi imposta a toda a sociedade, a maior parte das vezes em formas muito degradadas de culto, como, por exemplo, as formas burocráticas, muitas vezes vazias ou apenas formais. Os ímpios e todos os que não conseguem alcançar nenhuma das duas categorias fundamentais — de «inovador» e «verdadeiramente inovador» —, são ignorados, censurados, condenados, banidos ou até eliminados como obscurantistas e inimigos da sociedade.

 

 

 

 

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6.2.16

 

 

 

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pudor
pu.dor
nome masculino
(do latim pudor, -oris)

 

Embaraço, acanhamento ou sentimento de vergonha tradicionalmente associado ao sexo em geral, à castidade ou à moralidade do recato feminino em particular, e, por isso, negativamente conotado com o resultado de uma repressão ou como obstáculo à livre expressão do desejo. Numa sociedade tolhida por diversas superstições democráticas e que adora ver-se a si mesma como não admitindo constrangimentos, o pudor é muito desvalorizado como sinónimo de escrúpulo ou pejo moral. Como sinónimo de delicadeza, virtude de pudibundos. Dir-se-ia que existe, hoje, um certo pudor de ter pudor. Veja-se, em negativo, e a título de exemplo, a falta de pudor dos governantes e dos candidatos a governantes, os despudores da exibição de figuras públicas, semi-públicas e privadas; o despudor da distribuição de sinecuras e conezias; o despudor da autopromoção, da desonestidade intelectual, das conversas (incluindo as telefónicas) em público, da ignorância, e até da autoflagelação; o impudor dos que, pondo-se nas pontas dos pés, apontam para si próprios; a impudicícia dos que colocam no cartão-de-visita a lista das suas supostas virtudes; enfim, as juras despudoradas do falso pudor.

 

 

 

 

 

 

 

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30.1.16

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O Retrovisor vai ter uma nova rubrica semanal, da autoria de Jorge Colaço, que tenho o prazer de apresentar aos Leitores, não porque se trate de um novo convidado, já que vários textos seus figuram neste espaço, mas para saudar a sua renovada presença aqui e dar-lhe as boas vindas.

  

Amigo de Garrett

 

Jorge Colaço começou por ser o desconhecido que, em finais de 2004, depois de ler notícias da descoberta, numa casa particular em Lisboa, duma importante colecção de inéditos do romanceiro garrettiano, tomou a iniciativa de escrever a minha irmã Cristina para a felicitar pelo achado e, perante o seu entusiasmo com a riqueza do material encontrado, adverti-la gentilmente a não esperar muito. Começou aí uma correspondência que deu lugar à amizade que eu herdei. Jorge Colaço acabaria por participar em todos os esforços de divulgação dos manuscritos e por ter nessa divulgação um papel fundamental. Modéstia à parte, a forma como este espólio foi tratado merecia ser um caso de estudo em Portugal. 

 

Retrovisor

 

No meio do esforço algo solitário que representou para mim nos anos mais recentes alimentar este blog, a chegada do Bloco-Notas foi um autêntico balão de oxigénio. Quando há dois anos José Cutileiro me propôs alojar aqui a sua crónica semanal, perguntei a mim mesma se teria sido o chamamento de gente como Cinatti, O'Neill, Nemésio ou Garrett. No caso de Jorge Colaço é simples, na minha família sempre lhe chamámos o Amigo de Garrett.

 

 

Stay tuned, o Dicionário Pessoal  de Jorge Colaço começa dia 6 de Fevereiro. Sai ao sábado.

 

 

 

 

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29.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 25 a 27

 

 

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© Henrique D'Korth Brandão

 

continua...

 

 

Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

6. páginas 16 a 18

7. páginas 19 a 21

8. páginas 22 a 24

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

 

 

selo?

Exposição do Mundo Português

 

 

 

 

 

 

 

 

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24.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 22 a 24

 

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

6. páginas 16 a 18

7. páginas 19 a 21

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

capa-2-560x800

Exposição do Mundo Português

 

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22.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 19 a 21

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

6. páginas 16 a 18

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 Exposição do Mundo Português

 

 

 

 

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17.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 16 a 18

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

© Henrique D'Korth Brandão

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

 Exposição do Mundo Português

 

 

 

 


15.5.15

 

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

 

páginas 13 a 15

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

páginas 4 a 6

páginas 7 a 9

páginas 10 a 12

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

 

Exposição do Mundo Português 

 

 

 

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12.5.15

 

 

Capa_5_400px__81359_zoom.jpgaqui

 

 

Surge finalmente uma bonita colecção a preço acessível que vem colmatar a quase total ausência de obras de referência sobre a história do design contemporâneo em Portugal.

 

A Colecção Design Português, constituída por 8 volumes organizados cronologicamente, apresenta-se como a primeira história do design nacional desde o início do século XX até à actualidade nas mais diversas áreas de intervenção. Reúne os principais designers portugueses e descreve, em cerca de 800 páginas, a evolução do design, o seu contexto histórico, as modalidades da sua prática e os debates teóricos que acompanham a institucionalização desta disciplina.

O último volume sai hoje com o Público.

 


COLECÇÃO DESIGN PORTUGUÊS

Coordenação de José Bártolo

Edição ESAD e Verso da História, com a chancela do Ano do Design Português

Distribuição com jornal Público, todas as terças-feiras, até 12 de maio

 

 

Volume 1: 1900-1919 | Maria Helena Souto
Volume 2: 1920-1939 | Rui Afonso Santos
Volume 3: 1940-1959 | Maria João Baltazar
Volume 4: 1960-1979 | Victor M. Almeida
Volume 5: 1980-1999 | Helena Sofia Silva
Volume 6: 2000-2015 | José Bártolo
Volume 7: Cronologia 1900-1959 | José Bártolo
Volume 8: Cronologia 1960-2015 | José Bártolo

 

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10.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 10 a 12

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

páginas 4 a 6

páginas 7 a 9

 

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 Exposição do Mundo Português

 

 

 

 

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8.5.15

 

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 7 a 9

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

páginas 4 a 6

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

Mundo Port Guia Oficial

Exposição do Mundo Português

 

 

 

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3.5.15

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 4 a 6

 

 

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 Exposição do Mundo Português 

 

 

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1.5.15

 

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 1 a 3

 


 

   

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Apresentaremos na íntegra as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

 

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 Exposição do Mundo Português aqui

 

 

 

 

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22.6.14

 

 

Panorama, Revista de Arte e Turismo (1948)
Ilustração de Eduardo Anahory

 

 

 

 

 

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20.8.13

 

 

Panorama, revista portuguesa de arte e turismo
número 29, Ano IV, 1946

ilustração de Eduardo Anahory (1917-1985)




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31.3.13

 

 

 

 



Presented to Alexandra Feodorovna by Nicholas II

Dated 1912

Designed in the style of Louis XV, this egg is carved from a solid block of lapis lazuli of superb quality, and is enclosed in an elaborately carved and chased gold cage-work composed of conventionalized motifs including scrolls, shells, baskets of flowers, winged cherubs and the Imperial double-headed eagle beneath a canopy hanging from a fretted arch. The crowned Imperial monogram and the year are shown under a rect­angular portrait diamond surmounting the egg; a large brilliant diamond is set in the base. Inside the egg, a crowned double-headed Imperial eagle, richly set back and front with rose diamonds, frames an oval miniature painting of the Tsarevitch Alexey; this important jewel is supported on a diamond-set base with four diamond leaves, curled to serve as feet. The reverse side frames a miniature showing the back of the eight-year-old Prince.


Here in this whole composition is a striking instance of the beauty of the frame, sur­passing by far the picture it holds, for it must be confessed that the miniature portrait, which is understandably not signed, provides in its weakness of execution, a melancholy anti-climax to a good design.


Signed by Henrik Wigstrom. 

In the Lillian Thomas Pratt Collection of the Virginia Museum of Fine Arts.

 

 

Kenneth Snowman

in The Art of Carl Fabergé

New York Graphic Society Ltd 1964

© Kenneth Snowman 1962 

 

 

 





 
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29.12.12

 

 

 

 

 

 

Partindo de Lisboa no sábado de manhã, haverá tempo suficiente (dormindo em SETÚBAL), para apreciar lindíssimos trechos marítimos (do OUTÃO, da ARRÁBIDA e de SESIMBRA), o maravilhoso panorama do Castelo de PALMELA, palácios, quintas, monumentos e, no percurso, os mais pitorescos aspectos da risonha paisagem estremenha.

 

Desenho de Bernardo Marques?

Revista Panorama, nº 11, Ano 2, 1942



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27.12.12

 

 

 

Contracapa de Revista Panorama, 1960



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23.12.12

 

 

 

 

 

 

1865-1965

Emissão Comemorativa do 1.° Centenário da Cruz Vermelha Portuguesa

 

 


Coloca-se Portugal entre os primeiros países a abraçar o ideal humanitário da Cruz Vermelha, visto como, dois anos após a fundação do 1.° Comité da Cruz Vermelha internacional, em 1863, em Genebra, o nosso país aderia à ideia do grande benemérito que foi Henri Dunant, pela dedicação exaustiva do seu 1.° Secretário-Geral e verdadeiro fundador da Cruz Vermelha Portuguesa o Dr. José António Marques. Assim se fundava em 11 de Fevereiro de 1865 a 1ª Comissão Executiva da Cruz Vermelha Portuguesa sob a designação, que primeiramente teve, de Comissão Portuguesa de socorros a feridos e doentes militares em tempo de guerra.

 

Mais tarde, com o alargamento do seu âmbito de acção, além das guerras e conflitos armados, as emergências, catástrofes, cataclismos, assistência sanitária e médico-social em tempo de paz, passou a designar-se pelo nome de Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, participando, após a Grande Guerra, da Liga das Sociedades da Cruz Vermelha.

 

Durante um século de existência a Cruz Vermelha Portuguesa esteve sempre fiel aos seus elevados princípios de desinteressada ajuda humanitária, sem preconceitos políticos e religiosos, tanto no campo nacional como no internacional, sempre presente em todas as convulsões políticas, em todas as vicissitudes por que o país, o mundo, têm passado.

 

Passa neste ano de 1965 o 1.° Centenário da Cruz Vermelha Portuguesa, tendo Portugal anteriormente aderido ao último enunciado das Convenções de Genebra de 1949, que já foram ratificadas.

 

A Cruz Vermelha Portuguesa, com a personalidade jurídica que o Governo da Nação lhe confere, com os seus vários departamentos e voluntariado, com as numerosos Delegações da Metrópole como do Ultramar, sempre a postos e pronta a todos os sacrifícios para bem da humanidade, encara com orgulho o trabalho executado ao longo desta caminhada de um século e com a certeza da sua acção no futuro.

 

Como era de esperar e merecidamente, tem sido destacadas as homenagens e manifestações de apreço por parte de toda a Nação neste ano em que celebra o Centenário e a essas comemorações não poderia faltar a emissão do selo comemorativo.

 

 

 

Leonardo de Sousa Castro Freire

 

Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa

 

 

Os selos (design de Manuel Rodrigues) estão aqui reproduzidos na escala de 1,5:1 nas suas cores reais.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cruz Vermelha Portuguesa aqui

 

 

Museu dos CTT aqui

 

 


6.12.12

 

 

 

António Joaquim Tavares Ferro (1895-1956) 

 

 

A RTP2 exibe no próximo domingo um documentário sobre António Ferro, da autoria de Paulo Seabra, projecto que tive o gosto de acompanhar desde o princípio. O Paulo sabe que eu estimo António Ferro e o trabalho das equipas de que se rodeou no SPN e no SNI, e que gostava de ver mais valorizado o seu legado [1].

 

Sou suspeita, já que António Ferro era “muito lá de casa” [2ou melhor dizendo muito lá de casa de meus avós maternos, com quem vivi vários anos. E sem nunca o ter conhecido pessoalmente, nem a sua mulher, Fernanda de Castro [3], tenho a sensação de os conhecer desde sempre de casa de meus avós, que os recordavam com grande amizade e admiração. Com gratidão também: em poucas palavras, estes meus avós tinham sido ricos e perdido tudo em 1929; meu avô Guilherme Pereira de Carvalho [4], quase a chegar aos 40 anos e com três filhos pequenos, empregara-se pela primeira vez na vida a vender automóveis. Três anos depois foi convidado por António Ferro a integrar o SPN como seu secretário pessoal. Era o trabalho ideal para o seu feitio, a garantia de um salário ao fim do mês e, last but not least, a promessa de uma existência infinitamente mais “rica” do que tudo aquilo com que os meus avós pudessem ter sonhado desde o seu revés de fortuna.

 

Lembro-me de minha avó descrever uma viagem de navio à Argentina, por ocasião de um congresso de escritores, depois de se ter convencido de que "nunca mais faria uma viagem", e da satisfação com que recordava o convívio com intelectuais e artistas estrangeiros que passaram por Portugal nesses anos. Guardava dessa época uma vasta colecção de autógrafos em pequenos álbuns encadernados, especialmente concebidos para o efeito.

 

Ultimamente, novas descobertas proporcionadas pela exaustiva recolha documental e iconográfica realizada por Paulo Seabra para o documentário aprofundaram o meu interesse por António Ferro. Resta-nos agora esperar por uma biografia moderna digna deste homem carismático, que imagino, no auge da «política do espírito», a reinventar o Império assim à maneira dum produtor do cinema clássico de Hollywood.

 

 

 

ESTÉTICA PROPAGANDA UTOPIA no Portugal de António Ferro

 

RTP2 | DOMINGOS  9 e 16 de DEZEMBRO de 2012 | 21h

 

 

 

 

 

 

 

 

Notas: 

IMAGEM: Fototeca Palácio Foz (actualmente, na Direcção-Geral de Arquivos/Torre do Tombo) s/data, encontrada aqui e que lembra esta aqui

 

1. A loja A Vida Portuguesa, a vitória de um movimento cívico pela reabertura do Museu de Arte Popular, em 2010, e diversos blogs contribuíram de forma importante para o reconhecimento da produção do SNI. Mais neste blog aqui e na tag "arte popular"

 

2. Uma expressão favorita de João Bénard da Costa e título de um dos seus livros. Leia mais aqui.

 

3. Fernanda de Castro aqui  e numa fotografia de Cecil Beaton  aqui

 

4. Guilherme Pereira de Carvalho aqui e os meus dois avós nos anos 20 aqui

 

5. Fundação António Quadros aqui e aqui

 

6. A poesia dos simples: arte popular e nação no Estado Novo, de Vera Marques Alves aqui 

 

 

 

 

 


15.11.12

 

 

 

Foto: © Martin Parr / Magnum Photos

Fashion shoot (1999)

 

 



O blog faz hoje 4 anos. Aproveito este aniversário para agradecer especialmente aos leitores e amigos que ao longo destes quatro anos puseram à minha disposição fotografias e textos, deixaram comentários no blog, divulgaram nos seus próprios blogs o meu, e também aos que simplesmente espreitam com regularidade o Retrovisor. O número de visitas tem vindo sempre a subir, o que me anima a prosseguir viagem na vossa companhia.

 

 

Mais sobre este blog aqui e aqui



 


2.11.12

  

 

 

 Papelaria Progresso, Rua do Ouro - Rua da Vitória, Lisboa

 

 

 

 

Papelaria Fernandes e Papelaria Progresso, Rua do Ouro, Lisboa.

 

 

 

 




Notas:

Fotografias sem data. O "Isetta" estacionado na rua permite situá-las na segunda metade dos anos 50.

 

Sobre a publicidade das canetas "Parker" leia aqui 

 


link do postPor VF, às 10:31  comentar

1.11.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Papelaria Progresso, Rua do Ouro, 153, Lisboa.(c. 1964)

Fotografias sem data. Estúdio Mário Novais. 

 

Fotografias cedidas por José Inácio Vieira Gagean, a quem muito agradecemos.

 

 

Sobre o mesmo assunto veja também aqui 

 

 

 

link do postPor VF, às 21:36  comentar


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