14.6.13

 

Margarida Futscher Pereira
verso

 

 

 

 

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3.6.13

 

 

 

 

 

 

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26.5.13

 

 

 

 

 

 

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24.5.13

 

 

 

 

 

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16.5.13

 

 

 

 

 

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5.5.13

 

 

 

 

 

Postal de minha Mãe para sua irmã Stella, de um conjunto oferecido por meu primo Miguel Freitas da Costa, a quem muito agradeço.

Outro postal de Margarida para Stella aqui


Uma foto de Stella e Miguel em 1947 aqui


Todos os postais para Stella na tag "postal"

 

 

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20.10.11

 

 

I like to hole up in hotel suites. I like to turn off the lights and crank the AC. I like temperature-controlled and contained environments. I like to sit in the dark and let my mind race. I was set to meet Bill Stoner the next morning. I ordered a room-service dinner and a big pot of coffee. I turned out the lights and let the redhead take me places.


I knew things about us. I sensed other things. Her death corrupted my imagination and gave me exploitable gifts. She taught me self-sufficiency by negative example. I possessed a self-preserving streak at the height of my self-destruction. My mother gave me the gift and the curse of obsession. It began as curiosity in lieu of childish grief. It flourished as a quest for dark knowledge and mutated into a horrible thirst for sexual and mental stimulation. Obsessive drives almost killed me. A rage to turn my obsessions into something good and useful saved me. I outlived the curse. The gift assumed its final form in language.

 

 

James Ellroy

in My Dark Places, An L.A. Crime Memoir  p.206

© 1996 James Ellroy

 

 

 

 

 

 

Leia este excerto em português no

blog Traduçõesaqui

 

 


14.2.11

 

 

 

 

 

 

 

 

neste terceiro ano de actividade bloguística talvez valha a pena fazer um balanço. Começo por explicar aos visitantes recém-chegados que me lancei nisto para anunciar um livro que tinha acabado de escrever e ia publicar daí a uns meses, em edição de autor (saiu em Maio de 2009). Não podendo contar com grande visibilidade nem distribuição, a oportunidade de usar uma montra gratuita e interactiva era bastante tentadora. Também desejava mobilar o "vazio", quase inevitavel após a finalização de um projecto que me ocupava há muito tempo.

 

 

Um blog, além de servir para mostrar imagens e curiosidades que tinham ficado na gaveta, permitia seguir com os mesmos temas - recordações, álbuns de família, fotografias, curiosidades - e explorá-los mais livremente, sem as mesmas preocupações de coerência, cronologia, fio narrativo, ou o que fosse. Com a ajuda de autores favoritos, fui assim construindo este 'arquivo', procurando casar o álbum de família com as minhas leituras e os assuntos que me interessam.

 

Valeu a pena: julgo que este Retrovisor contribuiu para criar interesse no outro, cuja edição impressa (500 exemplares) se encontra quase esgotada. Volta e meia sinto a satisfação de 'acrescentar um conteúdo'  que ficará guardado na net. Tive a alegria inesperada de reencontrar amigos que perdera de vista e fiz novos contactos na blogosfera.

 

 

Ultimamente este blog recebia 20 a 30 visitas por dia, o que, não sabendo se é muito se é pouco, me contentava. Há dias o Retrovisor mereceu um destaque dos "blogs do sapo", que fez disparar o número de visitas, uma agradável surpresa, veremos se muda alguma coisa. A média de comentários é que é baixa, menos de um por post. Gostava de receber mais feedback, em particular dos visitantes regulares, que sei que há alguns, pelo menos em Portugal, França, Bélgica, Brasil e Estados Unidos. Aos leitores que se têm manifestado, por comentário ou e-mail, nunca agradeço o suficiente.

 

 

Muito obrigada a todos pela visita!

 

 

Imagem: cartão de Dia dos Namorados, E.U.A., anos 50

 

mais sobre este blog e o livro na tag "retrovisor"

 


10.2.11

 

 

 

 

Madrid, 1967

 

 

 

À chegada tínhamos sido recebidos por amigos de São Francisco, um bom augúrio por certo, as coisas começavam bem. A alegria dos espanhóis e a animação de Madrid, em brutal contraste com o ambiente sorumbático de Lisboa, seduziram-me de imediato. E fosse como fosse, em Madrid ser estrangeira deixava de ser um sintoma de desajustamento para se tornar numa realidade concreta, um dado objectivo. O estatuto agradou-me.

O liceu era mais pequeno e acolhedor, e a facilidade com que me integrei na quatrième fez-me compreender melhor, finalmente, o sentido de frequentar o ensino francês. Tornei-me uma aluna calma e razoável.

Viver de novo com os meus pais, na nossa própria casa, apenas com o meu irmão, seis anos mais novo, e duas empregadas, foi solitário e reconfortante ao mesmo tempo. Os meus pais viviam muito absorvidos em si mesmos e nas suas vidas, mas tinham amor e respeito um pelo outro, e por nós também, o que afinal de contas é o principal. Embora nunca mais se pudesse colar tudo o que se tinha partido, os anos que passámos em Espanha seriam de reconstrução.

 

 

 

Imagem: O meu irmão é o quinto a contar da direita, na última fila

 


 

 



28.8.10

 

 

 

San Francisco, c. 1960.

 

Ao lado do meu pai estão a mulher e o filho de Vítor Pereira Crespo, que estava na altura na Universidade de Berkeley, na California, a fazer o seu doutoramento em química.

 

 


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25.8.10

 

 

 

 

 

San Francisco, 1960

 

 

Em São Francisco, Vasco e Margarida viveram absorvidos por uma vida social intensa que não parava de os surpreender: conheceram sobreviventes dos campos de concentração nazis, receberam convidados que não bebiam álcool por se assumirem como alcoólicos, conviveram com mulheres mais independentes e atrevidas do que as europeias.

 

 

Vera Futscher Pereira

in Retrovisor, um Álbum de Família

© RCP edições, 2009

 


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16.8.10


 

 

 

 

 

postal ilustrado de grande formato (22,85 cm x 15,16 cm)

1956

 

 

 

 

7 de Outubro 56

 

Minha querida Stella,


Desde que vi o Cinerama já não sou capaz de escrever postais mais pequenos!! (Digo-te que o Cinerama me pasmou completamente!) – A nossa viagem de barco correu muito bem, excepto o meu quase permanente enjôo – um nojo!! O serviço é óptimo e pessoal simpatiquíssimo. Tive muito bons companheiros de bordo – italianos e americanos. – A chegada a Nova-York é um colosso! N. York é esmagativo: irreal à força de formidável – com certeza apaixonante. Em 24 horas livres vi tudo o que pude, que foi bastante ainda assim. Adorei o palácio das Nações Unidas onde almocei com os Albano Nogueira, que foram encantadores. Vi o Metropolitan Museum etc., e tanta coisa vi que parece que estive lá 8 dias naquela Babilónia moderna! – A viagem de avião para aqui muito boa. Calculas como Vasco e eu estamos felizes de nos reencontrar. As pequenas óptimas e o Cinerama deslumbrou-as – mas de facto é de pasmo! San Francisco é lindo, simpático e cheio de requinte – as lojas são de endoidecer – nunca vi mais bonitas! Logo que possa escrevo carta. Estamos bastante bem instalados num “flat” mobilado e que não foi caro.

 

Milhões de beijos para os pequenos e para ti e Eduardo. Abraços do Vasco. Espero muito depressa notícias tuas.

Beijo do coração

 

Margarida

 

p.s. Vi a “Radio City” com as Rocket Girls – estupendo!

pps. Como vai a nossa Paulinha? Diz aos pequenos que cá os espero na terra dos cowboys!

 

 

 

 

 

 

Stella com os filhos Luís e Miguel

c. 1956

 

 


O postal faz parte de um conjunto de recordações que a minha tia Stella, no fim da sua vida, confiou à minha irmã Cristina. É o postal que publiquei há dias no post "The past is a foreign country", aqui.

 

 

Tentei descobrir aqui o que teremos visto em "Cinerama":


 

The first Cinerama film, This Is Cinerama, premiered on 30 September 1952, at The Broadway Theatre in New York. The New York Times judged it to be front-page news. Writing in the New York Times a few days after the system premiered, film critic Bosley Crowther wrote:


Somewhat the same sensations that the audience in Koster and Bial's Music Hall must have felt on that night, years ago, when motion pictures were first publicly flashed on a large screen were probably felt by the people who witnessed the first public showing of Cinerama the other night... the shrill screams of the ladies and the pop-eyed amazement of the men when the huge screen was opened to its full size and a thrillingly realistic ride on a roller-coaster was pictured upon it, attested to the shock of the surprise. People sat back in spellbound wonder as the scenic program flowed across the screen. It was really as though most of them were seeing motion pictures for the first time.... the effect of Cinerama in this its initial display is frankly and exclusively "sensational," in the literal sense of that word.


Although most of the films produced using the original three-strip Cinerama process were full feature length or longer, they were mostly travelogues or episodic documentaries such as This Is Cinerama (1952), the first film shot in Cinerama. Other travelogues presented in Cinerama were Cinerama Holiday (1955), Seven Wonders of the World (1955), Search for Paradise (1957) and South Seas Adventure (1958).

 



14.8.10

 

 

 

 

 

Com os meus pais em Disneyland.

California, 1961

 

 

 


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12.8.10

 

 

 

 

 

Bernardo Luís

San Francisco, 28 de Fevereiro de 1959

 

 

 

 

 

 

 

 

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10.8.10

 

 

 

 

 

Cristina com traje do Minho

São Francisco, 1960

 

 


9.8.10

 

 

 

 

 

 

Bodas de Ouro de Artur e Maria Gonçalves Neto

San José, California

c.1958

 

 

 



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7.8.10

 

 

 

 

Veja também o post "Snapshot (c.1947)" aqui

 

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5.8.10

 

 

 

 

Arizona, 1959

 

 

 

 

É uma pena terem perdido a cor e eu não poder restaurá-las. Das cerca de 250 fotografias do livro, apenas uma vintena são a cores, em parte por causa disto. Mostrarei em próximos posts algumas das "excluídas". O seu estado de conservação é variável, mas todas perderam cor.

 

 

 

 

 

 

Exposição de produtos portugueses c.1959

(foto reproduzida em Retrovisor um Álbum de Família)

 

 

 

 


Esta está perfeitamente conservada, uma raridade na minha colecção. É assim a única fotografia a cores que incluí no capítulo sobre a California, descontando as reproduções de materiais impressos.


O tempo de vida de provas cromogéneas em papel Kodak varia entre os 16 e os 76 anos, segundo a tabela que consta do livro "Conservação de Colecções de Fotografia", da autoria de Luís Pavão, aqui.

 

 

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2.8.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© 1959 by Golden Press, Inc.

Designed and produced by Artists and Writers Press, Inc., New York

and from the Basic Science Education Series (Unitext),

published by Row, Peterson and Company, Evanston, Illinois.

 

 

 


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25.7.10

 

U.S.A.-1958

 

 

 

 

A minha primeira ida ao cinema? A primeira recordação, pelo menos, de estar sentada numa fila de cadeiras, numa sala de espectáculos, onde de repente as luzes se apagam.

 

 

Foi em São Francisco, com outras crianças, os nossos amigos espanhóis, e talvez as iranianas (todos numa fotografia aqui). Fomos acompanhados pela nossa empregada portuguesa, Zulmira (aqui), e não sei se algum outro adulto. 

 

Um dos miúdos espanhóis virou-se para a Zulmira, que não falava inglês, e disse-lhe assim: "não te preocupes que eu explico-te tudo". Ela nunca mais se esqueceu.

 

Eu nunca mais me esqueci do cavalo, grande herói do filme, e ainda hoje gosto de filmes de índios e cowboys. Quem não gosta?

 

 

 

 

 

 

São Francisco, 1957

 

 

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21.7.10

 

 

 

 

 

 

Os anos que vivemos na California, de 1956 a 1961, deixaram recordações muito felizes a toda a minha família. O meu irmão nasceu lá. Os anos 50 e o princípio dos 60 na América -  ainda hoje tão revisitados no imaginário colectivo - foram anos de optimismo e transição. Ainda assistimos em São Francisco à eleição de John F. Kennedy, mas já não ao que veio depois.

 

A língua inglesa não é a minha língua materna, mas é a língua em que aprendi a ler e escrever. Os anos que passámos nos Estados Unidos - a minha segunda infância, e no caso da minha irmã Cristina o princípio da adolescência - foram determinantes para as duas, a muitos níveis, e seriam também muito idealizados por ambas, talvez pelo contraste com o que veio depois. As diferenças entre a California do final dos anos 50 e o Portugal do princípio dos anos 60 não explicam tudo, mas ajudam a perceber o fenómeno.  

 

 

The past is a foreign country, they do things differently there.

 

 

 

 

 

 

 

 

San Francisco c. 1956

 

 

 

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10.2.10

 

 

 

 

 

 

Projecção de Jenny Holzer

San Diego, California, 2007

Foto: Philipp Scholz Ritterman

 

 

 

 

Mais aqui

 

 


17.12.09

 

 

 

à sexta-feira na RTP 2

 

 

 

While the show, like its subject, has many surface pleasures — period design, period bad behavior (if you like high modernism, narrow lapels, bullet bras, smoking, heavy drinking at lunch, good hotel sex, and bad office sex, this is the series for you) — at its core Mad Men is a moving and sometimes profound meditation on the deceptive allure of surface, and on the deeper mysteries of identity. The dialogue is almost invariably witty, but the silences, of which there are many, speak loudest: Mad Men is a series in which an episode’s most memorable scene can be a single shot of a woman at the end of her day, rubbing the sore shoulder where a bra strap has been digging in.

 


 

Leia o artigo da "Vanity Fair" aqui e um texto sobre o genérico de Mad Men aqui

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26.2.09

 

 

 


Joaquim Monteiro Grillo, Vasco, Cristina e Christine Marshall

Parque de Yosemite, California, 1961

 

 

TEMPO DA MEMÓRIA


Memória dúbia,

Assim te aceito

Antecipando o futuro ou já.

 

Tua raiz é liame inevitável

E madre nossa corrupta,

Parceira da razão parda.

 

Memória impertinente

És,

Nas montras, monstro familiar

E nos cafés e nos livros,

Ao lado do volante,

Nos vultos, nos gestos, carícias, até...

A sua sombra.

 

E no resto,

Estrume em requintado canteiro

De poesia ou versos só,

Mas queira Deus, flores também,

 

Mesmo proibidas de colher...

 

 

Tomaz Kim

in Exercícios Temporais

colecção Poesia e Verdade, Guimarães Editores,1966.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


20.1.09

 

 

Zulmira de Jesus

São Francisco, c. 1958

 

Tu étais Nanie depuis ma naissance. Les grandes personnes t’appelaient Thérèse, les voisins Mademoiselle Thérèse, le facteur Mademoiselle Lecompte, mais nous: Nanie. Nos parents étaient tes patrons, mais nous étions tes filles. Tu t’occupais de tout, et de nous en plus. Tu faisais battre le coeur de la maison, circuler le sang des étages aux caves. Et notre coeur en plus. Un travail gigantesque.

Tu n’étais pas une “bonne”, mot inconnu au lexique familial. Je l’ai découvert en lisant Les Malheurs de Sophie, un été sous les tilleuls. L’insupportable Sophie (elle coupait des poissons rouges en rondelles; les vers de terre, encore, ça continue à bouger, mais les poissons rouges, berque!) l’employait à tout bout de champ. Et “ma bonne” par-ci, et “ma bonne” par-là. J’ai donc essayé et ma mère m’a enguirlandée. C’était un gros mot. Très vilain. Comme aristocrate ou putain. Pareil. Digne des affreux parvenus nouveaux riches. Sophie n’était pas un petite fille modèle, ton assistante était une employée de maison, et toi, tu étais Nanie. Point final.

 

© Alix de Saint-André

 

 

 

 

 

 

Mais sobre a autora aqui e outro excerto de Ma Nanie aqui

 

Mais sobre o Álbum de Família aqui

 

 

 

 

 


30.12.08

 

Bernardo e Vera em S. Francisco, 1960

 

 

Nos anos cinquenta os meus pais fotografavam com uma Kodak Brownie. Aliás tinham duas, que infelizmente se perderam. Mas lembro-me perfeitamente do "caixote", preto e ligeiramente rugoso. Segurava-se na máquina à altura da cintura e olhava-se por cima para enquadrar.


 

 

 

Visite a George Eastman House aqui

Veja a Brownie que pertenceu a Marylin Monroe aqui.


25.12.08

Boas Festas!

Descubra as diferenças

 

São Francisco, 1958

 

Eu sou a segunda, a contar da esquerda, na primeira fila. Morávamos desde 1955 em S. Francisco, onde o meu pai era o cônsul de Portugal. Atrás de mim está a minha irmã Cristina. A minha mãe escreveu no meu “Livro de Bébé”:

 

 

Natal de 1958

 

Soraya e Afsaneh Eghbal, Teresa, Carlitos, Mariano, Diego e Belen La Vera, Dominique e Nathalie de Fossey, com a Vera e Cristina na nossa casa, dia de Natal.

 


 

 

As primeiras eram filhas do cônsul do Irão em Francisco e os segundos eram filhos do cônsul de Espanha. Os meus pais gostavam muito de Ahmad Eghbal e da sua mulher, que era francesa, bem como de Carlos e Teresa de La Vera, que reencontrámos dez anos mais tarde em Madrid. Dos Eghbal não soube mais nada mas agora, ao "googlar" o nome, descobri que Afsaneh escreveu dois livros. O primeiro, publicado em 1983, tem por título L'espèce errante.

 

 


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