8.6.10

 

 

 

 

 

 

Léopoldville, 1953

 

 

 

Não sou de maneira nenhuma indiferente ao lugar onde nasci, apesar de o ter deixado com dois anos de idade e nunca mais ter voltado. O cenário das fotografias e recordações da minha primeira infância ocupa naturalmente o seu espaço no meu imaginário, e nas minhas fidelidades.

 

Nos documentos de identificação, comecei por ser natural de Léopoldville, Congo Belga. Depois da independência, em 1960, chamou-se República Congolesa, República Democrática do Congo, ou Congo-Kinshasa; em 1971 passou a chamar-se Zaire e hoje é de novo República Democrática do Congo.

 

Li muita coisa sobre o Congo enquanto estava a escrever Retrovisor, um Álbum de Família e partilharei neste blog algumas passagens das minhas leituras, como habitualmente. No capítulo que dediquei ao Congo não incluí citações porque tinha material de sobra. Considero a descriçao feita pelo meu pai do meio colonial belga no seu relatório para MNE um dos textos mais interessantes do livro, talvez por ser tão pouco lisongeiro para os belgas como para os portugueses. Mostrarei neste blog mais algumas fotografias da agência "Congopresse", das quais possuo mais de uma dezena e cujos direitos de reprodução me foram gentilmente oferecidos pelo "Africa Museum de Tervuren".

 

 

Em Bruxelas, onde tenho passado boa parte da minha vida adulta, o Congo tem múltiplas presenças que têm aprofundado o meu interesse e a minha ligação com a terra onde nasci, o lugar que ainda não deixou de ser o Coração das Trevas de África.

 

 

link do postPor VF, às 17:12  comentar

De Anónimo a 10 de Junho de 2010 às 23:18
Estranho, faz parte da tua história mas para nós, os de fora, é exótico, inesperado. África não portuguesa... Outro imaginário, constante na vida dos filhos de diplomatas.

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