16.5.12

 

 

 

 

 João Branco Núncio c. 1930

 Foto: Mário Novais

aqui

 

 

[...] a par da «revolução» belmontista, também a nossa tourada sofrera importantes altera­ções forçadas por essa excepcional figura de cavalei­ro que foi João Branco Núncio. Cerca do final dos anos 20, totalmente coadjuvado pelo inesquecível Simão da Veiga e por outros jovens artistas, João Núncio decide pôr termo à prática do «touro corri­do». De facto, passa-se a exigir que para a lide a ca­valo tal como para o toureio clássico saiam reses que nunca tenham sido toureadas. A medida acaba por ser aceite e com ela, tal como acontecera com a «re­volução» belmontista, aumenta decisivamente o in­teresse artístico da nossa tourada. Mas, note-se que por essa ocasião os touros utilizados nas corridas eram por via de regra animais autóctones cuja selecção não contemplava em especial os problemas de casta ou nobreza. Significativamente e quando começam a surgir em Espanha touros bem adaptados ao toureio post-belmontista, também por cá os ganadeiros inici­am idêntico caminho. Nos anos 40 e 50 eram fre­quentes os cartazes em que se anunciavam com certo orgulho touros de «casta espanhola». E, porque um animal de investida suave e persistente é capaz de permitir uma melhor exploração artística da sua lide, atinge-se nessa ocasião (anos 40) um dos vários pon­tos máximos do nosso toureio a cavalo.

 

Fernando Teixeira

in "Tauromaquia" Dicionário de História de Portugal- IX

Coordenadores: António Barreto e Maria Filomena Mónica

© Livraria Figueirinhas

 

 


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