22.1.11

 

 

 

- Patriazinha iletrada, que sabes tu de mim?

- Que és o esticalarica que se vê.

 

- Público em geral, acaso o meu nome...

- Vai mas é vender banha de cobra!

 

- Lisboa, meu berço, tu que me conheces...

- Este é dos fala sozinho na rua...

 

- Campdòrique, então, não dizes nada?

- Ai tão silvatávares que ele vem hoje!

 

- Rua do Jasmim, anda, diz que sim!

-É o do terceiro, nunca tem dinheiro...

 

- Ó Gaspar Simões, conte-lhes Você...

- Dos dois ou três nomes que o surrealismo...

 

- Ah, agora sim, fazem-me justiça!

 

- Olha o caixadòclos todo satisfeito

a ler as notícias...

 


Alexandre O’Neill

In  Feira Cabisbaixa (1965)

 

 


 

 

 

 

 

©Assírio & Alvim aqui

 

 


link do postPor VF, às 14:37  comentar

De eduardo corte-real a 9 de Março de 2011 às 15:01
Memórias suaves e aparentemente já sem dor, qualquer coisa entre as nuvens e o infinito. Uma escrita com classe, distanciada q.b

De numadeletra a 16 de Dezembro de 2012 às 21:01
Alexandre O'Neill... a brincar e a sério:

http://numadeletra.com/19810.html

Abraço,
Numa de Letra

pesquisar neste blog
 
mais sobre mim
Translator
sitemeter
contador sapo