29.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 25 a 27

 

 

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© Henrique D'Korth Brandão

 

continua...

 

 

Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

6. páginas 16 a 18

7. páginas 19 a 21

8. páginas 22 a 24

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

 

 

selo?

Exposição do Mundo Português

 

 

 

 

 

 

 

 

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27.5.15

 

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José Cutileiro.jpg

 

 

Voltas que o mundo deu

 

 

 

“Ó tio, posso ler o Bonjour tristesse?” perguntou a adolescente, espernegada numa cadeira de lona do jardim.

 

“A menina feche as perninhas e leia o Pim Pam Pum” respondeu o tio, militar distinto que saía da casa de jantar, sentindo-se in locus parentis no calor daquele serão de Agosto.

 

Cumpridora, a pequena uniu com recato as coxas debaixo da saia de algodão; o tio voltou para junto dos crescidos e a ordem natural das coisas não foi beliscada pelo sobressalto.

 

Mas o homem põe e Deus dispõe; a velocidade de mudança do mundo não para de aumentar; desde 1954, ano da revelação de Françoise Sagan (quando falaram do editor a aceitar o manuscrito, tiveram de telefonar mais tarde porque a menina ainda estava a dormir e a criada não a quis acordar) até ao momento em que bato estas linhas num computador que terá de ser substituído muito brevemente por outro mais moderno e por isso mais rápido, andamos todos numa lufa-lufa (para usar um dos termos predilectos do Senhor J. Fonseca). Naquela noite, a adolescente obedeceu ao tio: fechou as perninhas e não pegou no livro da Sagan, mas passado algum tempo percebera que gostava de mulheres e por aí seguiu, primeiro às escondidas, depois meio às escondidas, depois à vista de toda a gente, agora, com a lei nova, até é capaz de ter passado por alguma repartição de Registo Civil. As mudanças de costumes convieram à sua inclinação e embora haja momentos de nostalgia de segredo completo e de fruição de ilegalidade - como do dia em que se percebera melhor a si própria, deitada num quarto por se ter sentido fraca em festa de casamento, e uma irmã do noivo viera ver como ela estava, começara a fazer-lhe festinhas, encetando nessa tarde as duas ligação que duraria cinco anos – a vida agora é mais como deveria ser.

 

Com o tio – que era mesmo tio e não apenas assim tratado por convenção nas maneiras do meio em que a sobrinha vivia, por ser um meio bem (nalguns casos, ultimamente, acontece também em meios que querem parecer sê-lo) – a história foi outra. Militar distinto, o 25 de Abril apanhou-o já general e desempenhou nos dois anos a seguir a essa data histórica cargos muito importantes na hierarquia das forças armadas não por ser de esquerda, como se dizia na altura, ou por ter sido, como alguns camaradas seus foram, inebriado pelo poder que as instituições militares ganharam nessa altura e fez alguns dos seus protagonistas desempenharem papeis que não lhes teriam sido atribuídos em tempos normais da vida da Pátria mas exactamente por ser um militar pundonoroso, atento à disciplina e às obrigações das servidões e grandezas da sua carreira, respeitador de superiores e fazendo-se respeitar por subordinados, exerceu funções e cumpriu deveres que nem sempre agradaram a camaradas e familiares do mundo donde vinha.

 

A História amaciou o caminho da vida da sobrinha; o tio viu cortadas as asas da sua alma mater, as quais, em 1910, 1926 e 1974, tinham ajudado a mudar o destino da Pátria.

 

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24.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 22 a 24

 

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

6. páginas 16 a 18

7. páginas 19 a 21

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

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Exposição do Mundo Português

 

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22.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 19 a 21

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

6. páginas 16 a 18

 

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 Exposição do Mundo Português

 

 

 

 

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20.5.15

 

 

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 Ponte Vasco da Gama - Há valores seguros.

 

 

 

José Cutileiro.jpg

 

 

Verniz a estalar

 

 

Os sapatos de verniz levados a S. Carlos estalavam depressa mas não fazia mal: só novos-ricos queriam tudo novo em folha e, como o bom senso de Miami (Better nouveau riche than no rich at all), não tinha chegado à capital deste Império, ricos-velhos, nouveaux pauvres (o Luís Stau Monteiro dizia que era um desses), todo o resto da tribo olhavam por cima da burra para volframistas, africanistas, brasileiros, porque nisto de dinheiro, o único bem ganho e moralmente aceite era o herdado. Na novela de José Régio “Davam Grandes Passeios aos Domingos”, que decorre em Portalegre, Alto Alentejo, entre a primeira e a segunda Guerras Mundiais, o melhor partido para meninas casadoiras nos filhos de lavradores ricos, o Chiquinho Paleiros, não estudava “porque não precisa”, de rica que a família era. “Manhã de rico” queria dizer levantar-se tarde por não ter de trabalhar para outros nem para si. Quem não tivesse nascido rico e começasse a alardear dinheiro levantava logo suspeitas e – até mais ou menos ao fim do século do XIX  se não pudesse provar ter encontrado tesouro escondido em cova no campo ou buraco de ruína, da fama de trafulha não se livrava (no século XX, se não tivesse ganho a Lotaria, mais tarde o Totobola ou o Euro milhões). Gente de bem não mudava a ordem das coisas e das pessoas. Ainda no Alentejo: um golpista era muitas vezes chamado de “pulante” ou “trampolineiro” – alguém que queria chegar acima da sua condição. Por isso também, em grandes apertos financeiros da Nação, se esperava dos ricos que pagassem a crise. Entretanto, serões de ópera, de boa música sinfónica ou de câmara entretinham-nos, ataviados como reis, diante da casa onde nasceu Fernando Pessoa. Vivia-se ao tempo em que o meu chorado Alexandre O’Neill ouviu no mestre Escama, barbeiro, um agente da P.S.P. afirmar didaticamente ao resto da freguesia: “Ser polícia dá cantina, barbeiro, autoridade!” (E o senhor engenheiro responder ao engraxador residente que hoje não engraxava porque engraxava na Baixa).

 

Já houve quem dissesse que o passado é um país estrangeiro. Talvez, mas eu além de me ir afastando no tempo, vivo fora e apesar de tudo isso cada vez que volto acho que o país não mudou no essencial, apesar de três diferenças conspícuas: os novos são mais altos, os velhos são mais velhos e as pequenas fodem todas. À parte isso, às vezes, quanto mais diferença querem, pior. Exemplo: a Ponte Salazar passou a Ponte 25 de Abril não por nós termos mudado mas por não termos. “Isto, Senhor Doutor, o que é preciso é a gente estar bem com a lei que há” disse-me homem bom da sua aldeia em 1965. O acolhimento aos retornados, a cerviz vergada à austeridade, não lhe tornariam a dar razão?

 

Hoje, brutalidade da polícia indigna os portugueses. Em 1965 cabo chefe de subposto da GNR contou-me que quando lhe vinham fazer uma queixa, ele ouvia e dava logo a seguir um par de estaladas ao queixoso/a. Se a queixa fosse mantida, abria processo.

 

Não há de ser nada.

 

 

 

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17.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 16 a 18

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

© Henrique D'Korth Brandão

1. páginas 1 a 3 aqui

2. páginas 4 a 6

3. páginas 7 a 9

4. páginas 10 a 12

5. páginas 13 a 15

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

 Exposição do Mundo Português

 

 

 

 


15.5.15

 

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

 

páginas 13 a 15

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

páginas 4 a 6

páginas 7 a 9

páginas 10 a 12

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

 

Exposição do Mundo Português 

 

 

 

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13.5.15

 

 

M-K 3.jpgBons tempos

 

 

 

 

 

José Cutileiro.jpg

 

 

 

Bom senso

 

 

 

Foi bom ver Ed Milliband e o Partido Trabalhista, livre da viragem à direita feita por Tony Blair, levarem no coco. Ficaram só com um deputado na Escócia, os Conservadores ganharam maioria absoluta na Câmara dos Comuns e Ed demitiu-se. É uma história moral, como fábula de Esopo. Há cinco anos, o candidato natural à chefia do partido a seguir à demissão de Gordon Brown era o irmão mais velho de Ed, David, que acabara de ser ministro dos estrangeiros e seguia a via social-democrata aberta por Blair. Mas Ed mancomunou-se com sindicatos esquerdistas, prometeu-lhes voltar ao passado quando o partido retomasse o governo (no Reino Unido, o chefe dos trabalhistas é escolhido por deputados e dirigentes sindicais). Ficou chefe da oposição em Westminster e David deixou a política.

 

Aliança de sindicatos trogloditas e irmão fratricida foi coisa feia e deu gosto vê-la acabar tão mal. De Ed não é preciso dizer mais nada: na nossa parte do mundo gente como ele tem mau nome desde que Caim matou Abel. Dos sindicatos convém acrescentar que, se a austeridade dos Tories de Cameron deixa muito a desejar (tal como a austeridade imposta pela Alemanha na zona euro) não é seguramente com receitas socialistas de anteontem, de ineficácia provada, que se poderá emendar o soneto. Quase toda a gente - salvo quase todos os alemães - sabe que é preciso mudar mas não para voltar a erros passados (embora a tentação de muitos seja grande, como o caminho feito por demagogos em outras áreas da vida política atesta – proteccionismo; xenofobia – fazendo lembrar os anos de pré-nazismo e pré-fascismo do século XX, só não havendo ainda arruaças em cidades da Europa graças aos 50% da despesa social do mundo gastos pelos europeus).

 

A austeridade foi e continua ser um erro caro mas a vasta maioria dos alemães continua a exigi-la e os governos dos outros países da União Europeia, não só os da zona euro, aceitam essa exigência. Desde 2010, os alemães, às arrecuas, depois de dizerem que não várias vezes, têm cedido ao bom senso. Mas mudam muito devagar e, sem guerras entre nós, a demora será grande. Enquanto a França mandou, os vícios francês e alemão neutralizaram-se. Mas desde a moeda única a França, com orçamentos em défice desde 1974, não consegue impor uma pitada de inflação e a Alemanha, desinibida, faz vigorar a sua visão caseira e moralista da economia. Virtude à solta que pode acabar mal.

 

Por cá, alguma grandeza daria jeito mas fracos reis fazem fraca a forte gente. Lembro a adivinha de Augusto Sobral:

 

De meia tijela veio

E ficou meia tijela.                                                                

Ficou a tijela em meio                                                              

Porque era meia tijela.

 

E o refrigerante imaginado pelo meu chorado Eduardo Calvet de Magalhães, antes de cá ter chegado a Coca-Cola: “ Capilé gaseificado – a bebida que lhe corre nas veias”.

 

 

 

Imagem: François Mitterrand e Helmut Kohl em Verdun, 1984 © Associated Press

 

 

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12.5.15

 

 

Capa_5_400px__81359_zoom.jpgaqui

 

 

Surge finalmente uma bonita colecção a preço acessível que vem colmatar a quase total ausência de obras de referência sobre a história do design contemporâneo em Portugal.

 

A Colecção Design Português, constituída por 8 volumes organizados cronologicamente, apresenta-se como a primeira história do design nacional desde o início do século XX até à actualidade nas mais diversas áreas de intervenção. Reúne os principais designers portugueses e descreve, em cerca de 800 páginas, a evolução do design, o seu contexto histórico, as modalidades da sua prática e os debates teóricos que acompanham a institucionalização desta disciplina.

O último volume sai hoje com o Público.

 


COLECÇÃO DESIGN PORTUGUÊS

Coordenação de José Bártolo

Edição ESAD e Verso da História, com a chancela do Ano do Design Português

Distribuição com jornal Público, todas as terças-feiras, até 12 de maio

 

 

Volume 1: 1900-1919 | Maria Helena Souto
Volume 2: 1920-1939 | Rui Afonso Santos
Volume 3: 1940-1959 | Maria João Baltazar
Volume 4: 1960-1979 | Victor M. Almeida
Volume 5: 1980-1999 | Helena Sofia Silva
Volume 6: 2000-2015 | José Bártolo
Volume 7: Cronologia 1900-1959 | José Bártolo
Volume 8: Cronologia 1960-2015 | José Bártolo

 

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10.5.15

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 10 a 12

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

páginas 4 a 6

páginas 7 a 9

 

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 Exposição do Mundo Português

 

 

 

 

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8.5.15

 

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 7 a 9

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

páginas 4 a 6

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 

Mundo Port Guia Oficial

Exposição do Mundo Português

 

 

 

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7.5.15

 

 

Tesouros Fotografia XIX

 

João Francisco Camacho, Ilha da Madeira, Costa Norte, 1870 -1876.

Col. Arquivo de Documentação Fotográfica da DGPC

 

 

 

 

Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX

Curadoria: Emília Tavares e Margarida Medeiros

Museu Nacional de Arte Contemporânea [até 28 de Junho 2015]

Rua Serpa Pinto, 4

1200-444 Lisboa
 
 
 

A exposição apresenta um conjunto significativo de fotógrafos, imagens e objectos provenientes de mais de uma dezena de acervos públicos e cinco privados, colocando em diálogo diversas instituições que têm como missão a salvaguarda do património fotográfico nacional. 

 

A fotografia produzida em Portugal no século XIX [1840 - 1900] continua em grande medida desconhecida e arredada do estudo da sociedade e da cultura oitocentistas. Este projecto aborda algumas das principais vertentes do legado fotográfico produzido no século XIX em Portugal, constituindo um primeiro esboço de análise global sobre os seus meios de produção e divulgação. 

 

Merecem particular atenção as fotografias inéditas de colecções particulares, como a colecção João José P. Edward Clode, e creio ser a primeira vez que são expostas fotografias de Margarida Relvas. Quatro câmaras fotográficas são outra das curiosidades destra mostra.  

 

O catálogo ainda não se encontra disponível.

 

 

Margarida Relvas neste blog aqui

 

O meu álbum de fotografias do século XIX no Flickr aqui

 

Fotografia do século XIX neste blog nas tags Photographia, Relvas

 

 

 

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6.5.15

 

 

Nicolas_de_Largillière,_François-Marie_Arouet_

 

 

 

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Felicidade para todos?

 

 

 

“Reflexões sobre o Leito de Morte de Voltaire ou A Arte de Morrer na França do Século XVIII” - o título de opúsculo saltou-me à vista na montra da Oxford University Press, na High Street da cidade epónima, a primeira vez que lá passei. Tratava-se da lição inaugural do Professor de Divindade, comprei-a, li-a, perdi-a mas, mais de 50 anos passados, lembro-me do teor e conto-o à leitora.

 

Voltaire (1694-1778) era ateu mas monárquico e respeitador das convenções sociais do seu tempo. Não gostaria de impor a família e amigos o escândalo de não ser sepultado em campo santo, o que forçosamente aconteceria se o cura da paróquia, com quem se dava bem mas privava pouco, se convencesse sem sombra de dúvida do seu ateísmo. Na doença final o pároco passou a visitá-lo amiúde, tentando levar a conversa para o que lhe interessava, mas o filósofo, polemista de primeira, ia-lhe trocando as voltas sem o deixar chegar ao assunto. No último dia, apercebendo-se do fim próximo, o cura foi directo e perguntou-lhe: “Acredita na divindade de Jesus?” “Deixe-me morrer em paz…” suspirou o filósofo – e assim fez, sendo enterrado em campo santo com todos os ritos devidos.

 

Quanto à República, só chegou a França depois do tempo de Voltaire, começou entrecortada por insistências monárquicas e por dois impérios napoleónicos (um a sério; outro a fingir) mas acabou por se firmar e foi-se refinando cartesianamente. Hoje os que querem mudar de regime político em França não propõem uma Monarquia, propõem a Sexta República – da qual Voltaire tampouco gostaria, como não teria gostado das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª. De tal maneira de governar dissera, lapidarmente: “A infelicidade de cada um para a felicidade de todos” e quanto mais a espécie se vai refinando, desde a cartografia de genomas à idade de pinturas rupestres em grutas (por acaso, francesas), menos provável é que o número de contentes cresça e o número de descontentes diminua. Mesmo que grupos pluridisciplinares, primeiro nos Estados Unidos ou na Escandinávia, e, a seguir, um pouco por toda a parte, inventem novas maneiras de ir arrumando a espécie, aumentando o número e a variedade de cacifros personalizados de forma a que gostos e preferência individuais não atentem uns contra os outros – por outras palavras: que o bem disponível, em vez de ser limitado, passe a ser infinito; que a riqueza do meu vizinho não me faça pobre a mim e que a filha dele ser uma galdéria não faça da minha uma Santa – tudo de agora em diante acomodado como bonecas russas ou caixas chinesas, da mais pequena freguesia à capital política e administrativa do mundo (Manhattan? Pequim? Basileia?) com olho em todos nós para que nenhum possa ser mau.

 

Voltaire escapou a isto. Talvez - com muita sorte - escapemos ao pior. O Rei Faruk do Egipto, deposto em 1952, dizia que no século XXI só haveria 5 Reis no mundo: de ouros, de copas, de paus, de espadas e de Inglaterra. Um brinde de boas vindas à Princesa de Cambridge?

 

 

 

Imagem aqui

 

 

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3.5.15

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 4 a 6

 

 

 

 

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Apresentamos as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

páginas 1 a 3 aqui

© Henrique D'Korth Brandão

 

Álbum Exposição do Mundo Português no Flickr

 

 Exposição do Mundo Português 

 

 

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1.5.15

 

 

Álbum de fotografias de João D' Korth (1893-1974) 

páginas 1 a 3

 


 

   

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Apresentaremos na íntegra as fotografias do álbum pela ordem em que o autor as paginou.

 

© Henrique D'Korth Brandão

 

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 Exposição do Mundo Português aqui

 

 

 

 

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