31.12.12

 

 


postal (2012)


Radio Presenter Sister Melianise Gabreus, Les Cayes, Haiti
© Paolo Woods
World Press Photo 2012 aqui





29.12.12

 

 

 

 

 

 

Partindo de Lisboa no sábado de manhã, haverá tempo suficiente (dormindo em SETÚBAL), para apreciar lindíssimos trechos marítimos (do OUTÃO, da ARRÁBIDA e de SESIMBRA), o maravilhoso panorama do Castelo de PALMELA, palácios, quintas, monumentos e, no percurso, os mais pitorescos aspectos da risonha paisagem estremenha.

 

Desenho de Bernardo Marques?

Revista Panorama, nº 11, Ano 2, 1942



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27.12.12

 

 

 

Contracapa de Revista Panorama, 1960



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25.12.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22 x 38 x 23 cm 

Image from the CD-Rom The Madre de Deus Crib

photographs: José Pessoa/Cintra&Castro Caldas

© Instituto dos Museus e da Conservação / Museu Nacional do Azulejo  2007

 

on-line collective catalogue of Portuguese Museums  MatrizNet



 

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23.12.12

 

 

 

 

 

 

1865-1965

Emissão Comemorativa do 1.° Centenário da Cruz Vermelha Portuguesa

 

 


Coloca-se Portugal entre os primeiros países a abraçar o ideal humanitário da Cruz Vermelha, visto como, dois anos após a fundação do 1.° Comité da Cruz Vermelha internacional, em 1863, em Genebra, o nosso país aderia à ideia do grande benemérito que foi Henri Dunant, pela dedicação exaustiva do seu 1.° Secretário-Geral e verdadeiro fundador da Cruz Vermelha Portuguesa o Dr. José António Marques. Assim se fundava em 11 de Fevereiro de 1865 a 1ª Comissão Executiva da Cruz Vermelha Portuguesa sob a designação, que primeiramente teve, de Comissão Portuguesa de socorros a feridos e doentes militares em tempo de guerra.

 

Mais tarde, com o alargamento do seu âmbito de acção, além das guerras e conflitos armados, as emergências, catástrofes, cataclismos, assistência sanitária e médico-social em tempo de paz, passou a designar-se pelo nome de Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, participando, após a Grande Guerra, da Liga das Sociedades da Cruz Vermelha.

 

Durante um século de existência a Cruz Vermelha Portuguesa esteve sempre fiel aos seus elevados princípios de desinteressada ajuda humanitária, sem preconceitos políticos e religiosos, tanto no campo nacional como no internacional, sempre presente em todas as convulsões políticas, em todas as vicissitudes por que o país, o mundo, têm passado.

 

Passa neste ano de 1965 o 1.° Centenário da Cruz Vermelha Portuguesa, tendo Portugal anteriormente aderido ao último enunciado das Convenções de Genebra de 1949, que já foram ratificadas.

 

A Cruz Vermelha Portuguesa, com a personalidade jurídica que o Governo da Nação lhe confere, com os seus vários departamentos e voluntariado, com as numerosos Delegações da Metrópole como do Ultramar, sempre a postos e pronta a todos os sacrifícios para bem da humanidade, encara com orgulho o trabalho executado ao longo desta caminhada de um século e com a certeza da sua acção no futuro.

 

Como era de esperar e merecidamente, tem sido destacadas as homenagens e manifestações de apreço por parte de toda a Nação neste ano em que celebra o Centenário e a essas comemorações não poderia faltar a emissão do selo comemorativo.

 

 

 

Leonardo de Sousa Castro Freire

 

Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa

 

 

Os selos (design de Manuel Rodrigues) estão aqui reproduzidos na escala de 1,5:1 nas suas cores reais.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cruz Vermelha Portuguesa aqui

 

 

Museu dos CTT aqui

 

 


20.12.12

 

 

 Timor, anos 20 do séc. XX?

 


Jesus mouris iha manu kokoreek!  Jesus nasceu ao cantar do galo!

A luz do petróleo incendiava a casa de estrelas. E íamos, toda a gente, a família e os que viviam connosco em família, festejar o nascimento de Jesus que o galo anunciara.[…] Recebíamos presentes trazidos do bazar e que tinham entrado em casa às escondidas. Não eram bem brinquedos, mas coisas que nos enfeitavam — tecidos bonitos, alfinetes de ouro, chinelas bordadas...

A Princesa minha mãe morreu, era menina ainda. Mas o Natal ficou nos meus olhos e na minha alma como afirmação de que Jesus passeara por toda a ilha de Timor tal como o fizera desde Belém a Jerusalém.

 

*

 

Na linha de cultos lunissolares, que imprimiu e imprime sinais e marcas indeléveis na alma dos Timorenses, a consubstanciação de Maromak como ente supremo, Deus, não representava qualquer oferta de paz ou de alívio. Pelo contrário o conhecimento, a consciência de Maromak impunha receio e inquietação. […] Carregado de superstições, crente da existência de espíritos vagueando, dominado pela vontade e atitudes de bruxos e feiticeiros, responsabilizado pelos oráculos ou sacerdotes, o Timorense não pôde despir-se de todas as suas vestes ancestrais para com simplicidade tornar-se cristão. Isso explica em grande parte que ainda hoje se prenda tanto à terra e considere os objectos mais variados e lugares, montes, rios, árvores e casas como tabus ou luliks. De facto, entre o Homem e a Terra, e entre o presente e o passado há tão intimas e tão vivas alianças que dir-se-ia ser fácil fazer reviver todas as gerações do passado. De crenças totemísticas, há também animais luliks ou tabus, o que explica a atitude suave de todo o timorense para com os animais. Deve assinalar-se, para melhor acentuar a importância dos luliks na vida dos autóctones de Timor, que tabu significa exactamente uma prática supersticiosa da Oceânia que dá carácter sagrado a determinado ser ou a determinada coisa, proibindo o contacto com ele ou o seu uso. [...] O Cristianismo só o entendem na medida em que lhes garante o caminho para encontrar a Deus, mas querem, na busca, ter presente o melhor e mais subtil do seu passado. Por isso os uma-luliks ou templos permanecem na sua beleza estranha e misteriosa encastoados na paisagem grandiosa da ilha e cultuados pelos que têm os pés mergulhados no húmus mais fundo e mais rico daquele chão. Muitas das cerimónias dos uma-luliks, as de maior relevo, conduzem os crentes a um tal estado de histerismo que findam em incontroláveis orgias. As famílias autóctones cristãs já se despegaram dessas orgias, porque receberam a suavidade da Presença de Jesus e a magnitude da Sua mensagem. [...] Como no tempo em que eu era pequeno e a Princesa minha mãe menina, os autóctones cristãos dessa ilha suave e viril, fruto de uma inexplicável simbiose de beleza e força, cultuarão o Menino Jesus na noite de Natal. E tal como eu, também os meninos de agora ouvirão das bocas de suas mães as palavras de anúncio do Anjo Gabriel:

Ave Maria, graça barak liu iha Ita-Boot; Maromak ho Ita-Boot; Ita-Boot di'ak liu feto hotu-hotu; Ita-boot nia Oan, Jesus, di’ak liu.

Santa Maria, Maromak nia Inan, haro-han ba Na'i Maromak tan ba ami-ata salan, oras ne'e ho oras ne'ebé ami-ata becik atu mate. Amen.

 

 

Fernando Sylvan aqui

Excertos de “Iha Kalan Boot – Jesus Mouris –  Iha Manu Kokoreek” 

Foto (data desconhecida) e texto publicados em Panorama Revista de Arte e Turismo nº 24-III Série-Dezembro de 1961 - Edição do SNI, Lisboa

 


 

 

 



17.12.12

 

 

 

Quatro panorâmicas e figuras aguareladas de usos e costumes das cidades ou regiões representadas:

1a Panorâmica—Configuração da Entrada da Barra de Goa; 2/1 Panorâmica—Perspectiva da Praça de Dio vista do mar; 3ª Panorâmica—A entrada do Rio de Janeiro; 4ª Panorâmica—Vista da Ilha de Moçambique, tirada do seu porto. Séc. XVIII.

 

in Panorama, Revista Portuguesa de Arte e Turismo

 

 

Nota:

Documento apresentado em exposição no Museu Militar de Lisboa integrada nas comemorações do V Centenário da Morte do Infante Dom Henrique, 1960.

 

 

  

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9.12.12

 

 

 

 



Ferro, António Joaquim Tavares (Lisboa, 17-8-1895 - Lisboa, 11-11-1956). A sua personali­dade de escritor, jornalista e político evoca, habitu­almente, na recorrência memorial uma dupla cir­cunstância: editor de Orpheu, a convite de Mário de Sá-Carneiro, com apenas 19 anos; fundador--director do Secretariado da Propaganda Nacional (após 1944, denominado de Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo), por convite de António de Oliveira Salazar, a fim de promover a «política do espírito» do «Estado Novo». Sendo certas essas duas evidências, elas não esgo­tam contudo as manifestações de uma complexa vivência, que articulou de forma hábil a acção cul­tural com a acção política, entrelaçadas por uma muito particular dimensão estética, e que se pode, em visão estrutural, periodizar deste modo: 1914-17 (irrupção poética e cívica), 1918-32 (resistência à cultura e à política republicana demoliberal), 1933-49 (vertigem da propaganda salazarista) e 1950-56 (solidão do diplomata). [...]

 

Ernesto Castro Leal

in "António Ferro" Dicionário de História de Portugal- VIII

Coordenadores: António Barreto e Maria Filomena Mónica

© Livraria Figueirinhas

Imagem: A.F. c. 1940




 

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6.12.12

 

 

 

António Joaquim Tavares Ferro (1895-1956) 

 

 

A RTP2 exibe no próximo domingo um documentário sobre António Ferro, da autoria de Paulo Seabra, projecto que tive o gosto de acompanhar desde o princípio. O Paulo sabe que eu estimo António Ferro e o trabalho das equipas de que se rodeou no SPN e no SNI, e que gostava de ver mais valorizado o seu legado [1].

 

Sou suspeita, já que António Ferro era “muito lá de casa” [2ou melhor dizendo muito lá de casa de meus avós maternos, com quem vivi vários anos. E sem nunca o ter conhecido pessoalmente, nem a sua mulher, Fernanda de Castro [3], tenho a sensação de os conhecer desde sempre de casa de meus avós, que os recordavam com grande amizade e admiração. Com gratidão também: em poucas palavras, estes meus avós tinham sido ricos e perdido tudo em 1929; meu avô Guilherme Pereira de Carvalho [4], quase a chegar aos 40 anos e com três filhos pequenos, empregara-se pela primeira vez na vida a vender automóveis. Três anos depois foi convidado por António Ferro a integrar o SPN como seu secretário pessoal. Era o trabalho ideal para o seu feitio, a garantia de um salário ao fim do mês e, last but not least, a promessa de uma existência infinitamente mais “rica” do que tudo aquilo com que os meus avós pudessem ter sonhado desde o seu revés de fortuna.

 

Lembro-me de minha avó descrever uma viagem de navio à Argentina, por ocasião de um congresso de escritores, depois de se ter convencido de que "nunca mais faria uma viagem", e da satisfação com que recordava o convívio com intelectuais e artistas estrangeiros que passaram por Portugal nesses anos. Guardava dessa época uma vasta colecção de autógrafos em pequenos álbuns encadernados, especialmente concebidos para o efeito.

 

Ultimamente, novas descobertas proporcionadas pela exaustiva recolha documental e iconográfica realizada por Paulo Seabra para o documentário aprofundaram o meu interesse por António Ferro. Resta-nos agora esperar por uma biografia moderna digna deste homem carismático, que imagino, no auge da «política do espírito», a reinventar o Império assim à maneira dum produtor do cinema clássico de Hollywood.

 

 

 

ESTÉTICA PROPAGANDA UTOPIA no Portugal de António Ferro

 

RTP2 | DOMINGOS  9 e 16 de DEZEMBRO de 2012 | 21h

 

 

 

 

 

 

 

 

Notas: 

IMAGEM: Fototeca Palácio Foz (actualmente, na Direcção-Geral de Arquivos/Torre do Tombo) s/data, encontrada aqui e que lembra esta aqui

 

1. A loja A Vida Portuguesa, a vitória de um movimento cívico pela reabertura do Museu de Arte Popular, em 2010, e diversos blogs contribuíram de forma importante para o reconhecimento da produção do SNI. Mais neste blog aqui e na tag "arte popular"

 

2. Uma expressão favorita de João Bénard da Costa e título de um dos seus livros. Leia mais aqui.

 

3. Fernanda de Castro aqui  e numa fotografia de Cecil Beaton  aqui

 

4. Guilherme Pereira de Carvalho aqui e os meus dois avós nos anos 20 aqui

 

5. Fundação António Quadros aqui e aqui

 

6. A poesia dos simples: arte popular e nação no Estado Novo, de Vera Marques Alves aqui 

 

 

 

 

 


3.12.12

 

 

 

 

 Audições no fim do ano lectivo na Academia de Amadores de Música*, Lisboa, Junho 1969.

Miguel Azevedo e Sílvia Camilo. Flauta de bisel. Professora: Catarina Latino

 

 

São 23 obras para piano, compostas ao longo de três décadas por Fernando Lopes Graça para aniversários, bodas e outros acontecimentos como a inauguração de uma casa ou um simples convívio de amigos.

 

"Umas são pequenas, outras maiorzinhas. É uma colecção que eu tenho: uma comemoração disto, uma comemoração daquilo, uns anos deste, um casamento daquele... São "Músicas Festivas" (F.L.G. fev. 1986).

 

Em 1962, ano em que inicia a composição das Músicas Festivas, Fernando Lopes-Graça muda-se de Lisboa, onde ainda compõe a primeira peça deste ciclo, para um apartamento na Parede. Aí, um pequeno gabinete com um piano vertical passará a ser a oficina do compositor até à sua morte. Após uma fase emocionalmente dilacerante que culminará nessa obra-prima que é Canto de Amor e de Morte (1961), este ciclo de Músicas Festivas parece inaugurar, simbolicamente, uma nova fase na vida do compositor. (1)

 


 

partitura original 

 

 

 

 

A colecção inédita — das 23 peças 13 nunca foram tocadas em público e 18 nunca foram gravadas — será registada em múltiplos suportes para permitir a criação de conteúdo não efémero. A iniciativa partiu de um grupo de amigos de que hoje fazem parte três dos dedicatários das Músicas Festivas, entre outros colaboradores, e todas as acções vão por diante apesar de os apoios terem sido muito escassos.

 

Um Concerto no Centro Cultural de Belém a 16 de Dezembro de 2012 incluirá a maior parte das peças, interpretadas pelo pianista António Rosado e com uma introdução do musicólogo Rui Vieira Nery . Na mesma data serão lançados os quatro volumes das partituras (em papel) e o primeiro volume do CD das Músicas Festivas [2]. Os autores do projecto criaram igualmente um sítio web [3] e um álbum de fotografias digital [4]. Mais tarde será produzido um DVD incluindo o concerto ao vivo e um documentário, com depoimentos dos dedicatários e outras pessoas próximas do compositor.

 

 

Além do seu interesse cultural manifesto, esta edição multimédia das Músicas Festivas de Fernando Lopes Graça é sem dúvida um modelo inspirador de "Álbum de Família" ou, melhor dizendo neste caso, de "Livro dos Amigos".  

 

 

 

 
 

 

Fernando Lopes Graça (1906-1994) 

retratado por Cecília Pinto

 

 

Notas:

 

1 Texto integral de João Espírito Santo (Outubro de 2012) aqui 

2 CD: integral Músicas Festivas pelo pianista António Rosado

3 sítio web aqui

4 álbuns de fotografias aqui

um perfil de Fernando Lopes-Graça aqui

6 De todos os materiais produzidos serão entregues exemplares ao Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria para serem integrados no espólio do compositor. aqui

7 Imagens deste post encontradas aqui

8 Fernando Lopes-Graça e a Academia de Amadores de Música aqui 

 

 

 

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