26.3.12

 

Ninguém duvide de que lembra este ano um grande escritor e um grande português. Cuidado, porém, não pretenda encandear com a luz brilhante alguns focos bem mais espirituais que, mesmo depois da morte de Garrett, se acenderam por cá.

VITORINO NEMÉSIO  (1)

 

Respeitemos Almeida Garrett, homem admirável. Mas saibamos, por amor da poesia e de nós próprios, quem são os nossos grandes poetas.

JORGE DE SENA (2)

 

 

 

 

[...] Na altura da publicação das Folhas Caídas (1853), Garrett está com cinquenta e quatro anos, bem próximo daquele episódio que todos tememos e que nunca ninguém pôde cantar ou contar, a não ser por interpostas experiências. Mas se ele não pôde cantar ou contar a sua morte, o mesmo não se poderá dizer, com as devidas cautelas hermenêuticas, da sua vida — da que efectivamente viveu e, sobretudo, da (ou das...) que foi laboriosamente construindo em benefício próprio e dos outros, a ponto de se tornar muito difícil separar com nitidez a primeira das segundas. Nem sei mesmo se ele o conseguiria, no caso, duplamente improvável, de cá volver aferrado ao princípio de que os grandes criadores são fiáveis em questões de posteridade. Com efeito, de quem falam os professores-críticos Nemésio e Sena nos excertos aqui escolhidos para epígrafe? Do «divino» Garrett, por ocasião do primeiro centenário da sua morte, ou dos grandes poetas que ambos, não sem razão, julgam ser? Provavelmente de uma coisa e outra, na senda, aliás, do ilustre homenageado, que não consta haver alguma vez pecado por acanhamento em matéria de glória pessoal e artística. Garrett sempre foi uma obsessão de Garrett, como é sabido e logo ressai da Advertência — habitual expediente seu, sob este nome ou nomes afins — que precede as Folhas Caídas. Escrita em Janeiro para a primeira edição, e deixada intacta na segunda (provavelmente de Abril), essa Advertência materializa mais uma das suas múltiplas auto-encenações de teor lúdico-cognitivo. Na circunstância, pondo o «autor» a discorrer sobre o «poeta», visto este como inconfundível protagonista do que aquele chama a sua «vida poética» — «vida» teatralmente dada por conclusa no limiar das Flores sem Fruto (1843), mas que agora se retoma, depois da inevitável palinódia («Enganei o público, mas de boa-fé, porque me enganei primeiro a mim»). Repare-se, porque me parece importante: embora cúmplices, o «autor» e o «poeta», tal como as respectivas «vidas», interseccionam-se, porém não se confundem. O «autor» é o escritor prestigiado, figura conhecida do público burguês em expansão, partícipe de uma actividade socialmente relevante e com bastas provas dadas ao nível de vários tipos de discurso escrito, com relevo para o discurso literário. O «poeta», esse é outra coisa; é, por assim dizer, aquela parte do escritor que os outros toleram mal, mas que ele privilegia e acarinha — de modo envergonhado e reticente nos verdes anos, de modo desinibido e frontal nos anos crepusculares. Ou então, por palavras que o narrador das Viagens talvez se não importasse de secundar: o poeta e a «poesia» subsistem no escritor para, em momentos cruciais, o redimirem da «prosa» a que o século o obriga. Ora, as Folhas Caídas corresponderão, para Garrett, ao mais crucial desses momentos: o da iminência do fim, dos balanços inadiáveis. Ele sabe que não pode protelar mais a ocasião de sensibilizar o leitor para aquilo em que sempre acreditou e estas «folhas» mostram bem: o indiscutível e perene primado da dupla poeta/poesia num tempo votado à imanência, embora nostálgico da antiga transcendência. Em meu entender, é fundamentalmente por essa dupla que passa a compreensão do que estas «folhas de poesia» representam, quando observadas na perspectiva da tradição e da modernidade. Correndo porventura o risco de me tornar polémico, adiantarei mesmo mais: na derradeira obra de Garrett, a modernidade emana do poeta; a tradição, da poesia. Vejamos como, partindo da Advertência, e a ela volvendo quando se justifique. Não olvidemos que estamos perante um mestre da contradição — instrumento da maior fecundidade nos modernos, como ele próprio nunca se cansou de ensinar...

 

 

F. J. Vieira Pimentel

in "A Modernidade, a Tradição e Garrett: tópicos para uma releitura das Folhas Caídas" (capítulo 2/pp.194-195) 

Colóquio Letras nº 153/154 no segundo centenário de Almeida Garrett/ Julho-Dezembro 1999 aqui

 

 

Notas: 

1. Vitorino Nemésio, Conhecimento de Poesia, Lisboa, Editorial Verbo, 1970, p.79

2. Jorge de Sena, Estudos de Literatura Portuguesa-1, Lisboa, Edições 70, 1981, p.111

 

 

 

 

 

 

Folha de rosto da 1ª edição

 

 


 


20.3.12

 

 

 
 
 

 

 

 

 

Voici quel est l'unique privilège des poètes: jusqu'à leur mort ils peuvent être amoureux. Il est vrai que je ne leur en connais pas d'autre. La plupart des gens ont leurs périodes dans la vie en dehors desquelles il ne leur est pas permis de connaître de pas­sion. Les philosophes prétendirent à la même faveur, mais elle ne leur fut pas concédée par la reine Opinion, qui est souveraine absolue et juge suprême contre qui personne ne peut faire appel ni porter plainte.

 

Anacréon chanta ses amours alors qu'il avait des cheveux blancs, et personne ne s'en étonna. Aristote devait avoir la barbe grisonnante quand il eut sa dernière aventure car aujourd'hui encore on lui en fait grief.

 

Or, philosophe, je ne le suis certes pas, je l'ai déjà dit: quant à être poète, j'y ai quelques prétentions, et, à vrai dire, j'ai connu des accès assez aigus de cette maladie, et je pourrais bien m'en prévaloir pour me faire pardonner certaines fragilités du cœur... Pourtant il n'en est pas question, je ne veux pas présenter d'excuses comme si j'étais coupable, mais me défendre comme ayant la raison et le bon droit pour moi.

 

Je suis d'accord avec mon ami Yorick, le très sensé bouffon du roi de Danemark, celui qui ressuscita par la suite chez Sterne sous une si élégante plume; je suis tout à fait d'accord avec lui. — Toute ma vie — dit-il — j'ai été amoureux soit de cette prin­cesse soit d'une autre, et il en sera ainsi, je l'espère, jusqu'à ma mort, fermement persuadé que, si un jour je commets une action vile, mesquine, cela ne se fera qu'entre deux passions; dans ces intervalles je sens mon cœur se fermer, mes sentiments se refroi­dissent, je ne trouve pas deux sous à donner à un pauvre... C'est pourquoi j'évite de toutes mes forces d'être dans un état pareil; et dès que je m'enflamme à nouveau je redeviens la générosité et la bienveillance mêmes.

 

Yorick a raison, il avait bien plus de raison et de bon sens que son auguste maître, le roi du Danemark. Pour peu que se généralise le principe, il est à tout jamais et en toute chose indis­cutable, et ne saurait supporter la moindre exception. Le cœur humain est comme l'estomac humain, il ne saurait rester vide, il a toujours besoin d'aliments: sain et généreux, seules les affec­tions peuvent lui en procurer; la haine, l'envie et toute autre mauvaise passion sont des stimulants qui ne font qu'irriter et ne sustentent pas. Si la raison et la morale nous recommandent d'éviter les passions, si les chimères philosophiques, ou d'autres, nous les interdisent, quel aliment donnerez-vous au cœur, que devra-t-il faire? Se nourrir de sa propre substance, se consu­mer... La vie s'altère, la dissolution morale de l'existence s'accé­lère, la santé de l'âme est impossible.

 

Celui qui peut vivre ainsi vit pour faire le mal ou pour ne rien faire.

 

Or, celui qui n'aime pas, qui n'aime pas passionnément, son enfant s'il en a un, sa mère si elle est encore en vie, ou la femme qu'il préfère à toute autre, cet homme-là est celui que j'ai dit, et Dieu me préserve de le rencontrer.

 

Et surtout qu'il n'écrive pas: il doit être terriblement ennuyeux.

 

 

 

 

Almeida Garrett

in Voyages dans mon pays (Chapitre XI, p. 67-68)

Traduit du Portugais par Michelle Giudicelli

© La Boite à Documents/Éditions UNESCO 1997

 

 

 

 

link do postPor VF, às 21:42  comentar

13.3.12

 

 

 

 
 

Yorick and the Grisette

Gilbert Stuart Newton (1797-1835) 

 

 

«Estou, com o meu Yorick, o ajuizadíssimo bobo de el-rei da Dinamarca, o que alguns anos depois ressuscitou em Sterne com tão elegante pena, estou sim. ‘Toda a minha vida’ – diz ele – ‘tenho andado apaixonado já por esta já por aquela princesa, e assim hei-de ir, espero, até morrer, firmemente persuadido que se algum dia fizer uma acção baixa, mesquinha, nunca há-de ser senão no intervalo de uma paixão à outra: nesses interregnos sinto fechar-se-me o coração, esfria-me o sentimento, não acho dez réis que dar a um pobre... por isso fujo às carreiras de semelhante estado; e mal me sinto aceso de novo, sou todo generosidade e benevolência outra vez.’

 Yorick tem razão, tinha muito mais razão e juízo que seu augusto amo, el-rei de Dinamarca. Por pouco que se generalize o princípio, fica indisputável, inexcepcionável para sempre e para tudo. O coração humano é como o estômago humano, não pode estar vazio, precisa de alimento sempre: são e generoso só as afeições lho podem dar; o ódio, a inveja e toda a outra paixão má é estímulo que só irrita mas não sustenta. Se a razão e a moral nos mandam abster destas paixões, se as quimeras filosóficas, ou outras, nos vedarem aquelas, que alimento dareis ao coração, que há-de ele fazer? Gastar-se sobre si mesmo, consumir-se... Altera-se a vida, apressa-se a dissolução moral da existência, a saúde da alma é impossível.

 O que pode viver assim, vive para fazer mal ou para não fazer nada. 

Ora o que não ama, que não ama apaixonadamente, seu filho se o tem, sua mãe se a conserva, ou a mulher que prefere a todas, esse homem é o tal, e Deus nos livre dele.

 Sobretudo que não escreva: há-de ser um maçador terrível. (...)»



Garrett, Viagens na Minha Terra

 

Duas razões me levam a pôr em evidência o trecho original citado em tradução por Garrett.
 Em primeiro lugar, deixar aqui sublinhada a importância de Sterne na obra narrativa de Garrett. As Viagens de Garrett estabelecem relações, visíveis e invisíveis, quer com A Sentimental Journey quer com Tristram Shandy, da estrutura digressiva às referências ao Quixote. 
Em segundo lugar, para chamar a atenção para a tradução do nosso Autor, capaz de transpor escorreitamente o inglês de Sterne para o bom português garrettiano, de modo simultaneamente fiel e criador.

 

«...having been in love, with one princess or other, almost all my life, and I hope I shall go on till I die, being firmly persuaded, that if I ever do a mean action, it must be in some interval betwixt one passion and another: whilst this interregnum lasts, I always perceive my heart locked up -- I can scarce find in it to give Misery a six-pence; and therefore I always get out of it as fast as I can, and the moment I am rekindled, I am all generosity and good-will again;...»

Laurence Sterne, A Sentimental Journey through France and Italy by Mr. Yorick (1768)

 

 

Jorge Colaço

blog o divino (2005)

 

 

 

Jorge Colaço escreve aqui 

  

link do postPor VF, às 16:11  comentar

7.3.12

 

 

 

 

Alfredo Keil (1850-1907)

Paisagem. Entardecer nos Vales, 1898

 

© IMC/DDF aqui

 

 

 

These interesting travels of mine shall be a masterpiece, erudite, sparkling with new ideas, something worthy of our century. I need to inform the reader of this, so that he may be forewarned and not think that they are just another batch of these fashionable scribblings entitled Travel Notes or something similar, which weary the printing presses of Europe without the slightest benefit for science or for the advancement of the species.

 

First of all my book is a symbol ... a myth, a Greek word, and a Germanic fashion, that is put into everything nowadays and used to explain everything that... can't be explained.

 

It is a myth because... because... Without further ado I shall lift the veil and state openly to my benevolent reader the profound idea that is concealed beneath this frivolous appearance of a brief trip seemingly taken in play, while all the time it is a serious, sober, thoughtful business like a new tome from the Leipzig fair, not one of your penny dreadfuls from the boulevards of Paris.

 

Some years ago there was a deep, abstruse philosopher from over the Rhine who wrote a work on the march of civilization, of the intellect - what we might call, to be better understood, Progress. He discovered that there are two principles in the world: spiritualism, which marches on heedless of the material, earthy side of this life, eyes fixed on its great, abstract theories, a stiff, spare, hard, inflexible belief which can be suitably embodied, symbolized by the famous myth of the Knight of La Mancha, Don Quixote; and materialism, which, taking not the slightest heed of these theories, in which it does not believe and whose impossible applications it declares to be Utopias each and every one, can be properly represented by the rotund and well-fed person of our old friend Sancho Panza.

 

But, as in witty Cervantes's story, these two completely opposed and contradictory principles nevertheless are always together, the one some way behind, the other going on ahead, often getting in each other's way, rarely helping one another, but always progressing.

 

And this is what is possible for human progress.

 

And here is the chronicle of the past, the history of the present, the programme for the future.

 

Our present-day world is a vast Barataria governed by King Sancho.

 

Don Quixote's turn will be next.

 

Common sense shall come with the millennium: the kingdom of the children of God! It is guaranteed in the divine promises... like the constitution promised by the King of Prussia; and he has not failed yet, because - because the contract has no fixed date: he promised, but he did not say for when.

 

Now this journey of mine up the Tagus symbolizes the march of our social progress: I hope the reader has understood this by now. I shall be careful to remind him from time to time, for I very much fear he will forget.

 

 

Almeida Garrett

in Travels in My Homeland (II) p.27-28

Translated from the Portuguese by John M. Parker

© Peter Owen Publishers/UNESCO collection of Representative Works

 

 

 

 

Santarém hoje  aqui e no facebook aqui

 


3.3.12

 

 

 

 

Ninguém (a partir de Frei Luís de Sousa)*

Teatro da Trindade, Lisboa 1978-79

 

Foto (Detalhe): António Lagarto 

 

 

De onde vem o meu interesse por Garrett? Sempre foi, em primeiro lugar, literário. As coisas não começaram bem. A primeira recordação que tenho é a de ter lido o Frei Luís de Sousa no liceu. Sou do tempo dos liceus. Nessa altura, tive um professor de português que me disse que o FLS era uma «lufada de ar fresco no teatro português». A peça não era uma novidade, já tinha visto várias produções televisivas que, nessa época, eram ciclicamente transmitidas. Umas melhores, outras piores, eram geralmente medíocres. Do alto da minha insolência adolescente decidi que o FLS era exactamente o contrário: uma coisa doentia.

 

O tempo que mediou entre esse momento e a descoberta de que o tal professor estava coberto de razão constituiu verdadeiramente o meu percurso de descoberta de Garrett. O meu deslumbramento seria total.

 

O teatro português é pobre e só tem dois autores grandes (perdoe-se-me o radicalismo): Gil Vicente e Garrett. O resto são inexistências, miudezas, tentativas, ou obras avulsas. Apesar de muito conhecida, não se tem sublinhado suficientemente a natureza da concepção trágica enunciada por Garrett na Memória ao Conservatório Real. Talvez um dia possamos abordar isso aqui. Além do mais, o FLS podia ter dado, se tivéssemos tradição musical, uma grande ópera. A grande ópera portuguesa.

 

Nesse caminho de descoberta e conversão, as Viagens constituem um momento fundamental. Primeiro, em leitura desconcertada. Mais tarde, ajustadas as peças do puzzle, penetrei o seu mundo e amei-as até hoje. Elas permitiram a descoberta de toda uma família literária e espiritual, a que julgo, modestamente, pertencer.

 

Para ler as Viagens (percebi-o ainda mais perfeitamente quando as ensinei) é preciso – toda a leitura é assim – «acertar» primeiro com o tom em que devem ser lidas. Depois, é preciso saber mover-se na infinidade de referências de que é feita. Isso é também parte da sua modernidade.

 

É preciso ter aprendido a ler uma página de um livro apenas pelo prazer da sua leitura. É preciso também ter passado por muitos outros autores e muitos outros livros. É preciso descobrir a sua desenvoltura e compreender a sua novidade.

 

Por tudo isso, as Viagens acumularam gerações de equívocos e inimizades feitas na escola: é uma obra que precisa de um certo grau de maturidade para ser bem lida. Para ser saboreada. Eis outro tema que, por si só, mereceria reflexão.

 

Um outro momento fulcral foi o texto admirável de David Mourão-Ferreira (que falta faz David) sobre As Folhas Caídas (primeiro publicado num opúsculo da Seara Nova, depois incluído na colectânea Hospital das Letras). Por aí se podem descobrir proximidades e distâncias entre a vida vivida e a vida escrita, entre o impulso confessional e os caminhos do engenho, entre os sobressaltos reais e o artifício literário.

 

Fui também descobrindo, como é evidente, outras coisas sobre o homem e as suas circunstâncias, as suas contradições, os seus dilemas.

 

Garrett: o soldado liberal capaz de apontar os vícios do liberalismo. O romântico (como hoje o entendemos) que, romanticamente, recusava o romantismo (como então se entendia). O escritor cuja glória literária não fez apagar o drama pessoal. O homem de espírito. O pesquisador das raízes do nosso imaginário poético. O autor cujo nacionalismo não era provinciano e tinha, sem paradoxo, um cunho europeu. E também o realizador, o homem de acção. O congregador de vontades. O político, o orador. O crítico impiedoso da negligência portuguesa. E também o civilizado, o mundano, o autor de O Toucador, jornal para damas, o dandy, o elegante cheio de souci de soi, o sedutor. O visconde.

 

E, claro, de novo o infinito sabor da sua prosa, o donaire, para usar a expressão de outro tempo, tão deliciosa, que o meu querido amigo João Bigotte Chorão gosta de usar a propósito da escrita garrettiana (cf. o prefácio à edição das Viagens da Lello).

 

Porque a admiração pela obra também se faz da descoberta dos outros admiradores de Garrett, o escritor que tantos escritores bem diferentes admiraram sem reservas, desde logo Camilo e Eça. E ainda há uma pequena mas sólida «confraria» garrettiana que reúne gente muito diferente entre si, irmanada nessa admiração.

 

Jorge Colaço

in blog o divino** , 9 Janeiro de 2005

 

Jorge Colaço escreve aqui 

 

 

 

 

 aqui

 

 

 

 

 

 

 

* Ninguém (Frei Luís de Sousa):

Encenação de Ricardo Pais

Texto de Almeida Garrett, Maria Velho da Costa, Alexandre O'Neill

Música de Carlos Zíngaro

veja o cartaz do espectáculo aqui

 

** O blog garrettiano o divino foi recentemente desactivado no blogs.sapo.pt

 

 

link do postPor VF, às 00:04  comentar

pesquisar neste blog
 
mais sobre mim
Translator
posts recentes
Blogs Portugal
contador sapo