31.8.10

 

 

No meu livro usei uma fotografia de Elizabeth Taylor, de quem gosto muito, para fechar o capítulo americano em “elipse”. Com a fotografia do casal desavindo de Cat on a hot tin roof, ao lado de um texto sobre Portugal que começa com a frase “Eram dias felizes...”  pretendi introduzir, de forma subtil, uma mudança de atmosfera.

 

Naquela época, as loiras queriam parecer-se com Marylin Monroe e as morenas com Elizabeth Taylor. A minha mãe queria, e nota-se nas fotografias dela dessa época. Tinha uns olhos lindos, como Taylor, e era do mesmo signo astrológico: Peixes.

 

Nesta altura Elizabeth Taylor atravessava um dos momentos mais emblemáticos da sua carreira e um dos mais dramáticos da sua vida atribulada: 1958 foi o ano de Cat, pelo qual seria nomeada para o Óscar de melhor actriz, e o ano em que perdeu Mike Todd, em Março, num desastre de avião.

 

 

 

 

 

 

A elipse é o processo narrativo que se caracteriza pela supressão de elementos da acção para realçar outros e tem no cinema, meio que se rege pela economia e necessidade de síntese, um campo de aplicação privilegiado. A montagem, dividindo o tempo e o espaço narrativos em diversas partes (planos), veio facilitar essa operação e quanto mais elíptico for um filme, mais longe estará de uma estética literária ou teatral. O cinema está repleto de exemplos memoráveis de elipses. O que há de tão apetecível e sedutor nelas é a sua implicação do espectador: as elipses são lacunas, espaços vazios, pequenas ilhotas de liberdade semiótica que solicitam uma pluralidade de leituras. O realizador já não afirma, apenas sugere; não mostra a totalidade das coisas, mas apenas a sua parte mais significativa; e, finalmente, cria espaços de indeterminação, ambiguidade e criatividade que o seu público poderá explorar.

 

post de Flávio no blog A Bomba aqui

 

 

Se é a primeira vez que visita este blog leia mais sobre o álbum de família aqui

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28.8.10

 

 

 

San Francisco, c. 1960.

 

Ao lado do meu pai estão a mulher e o filho de Vítor Pereira Crespo, que estava na altura na Universidade de Berkeley, na California, a fazer o seu doutoramento em química.

 

 


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25.8.10

 

 

 

 

 

San Francisco, 1960

 

 

Em São Francisco, Vasco e Margarida viveram absorvidos por uma vida social intensa que não parava de os surpreender: conheceram sobreviventes dos campos de concentração nazis, receberam convidados que não bebiam álcool por se assumirem como alcoólicos, conviveram com mulheres mais independentes e atrevidas do que as europeias.

 

 

Vera Futscher Pereira

in Retrovisor, um Álbum de Família

© RCP edições, 2009

 


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21.8.10

 

 

 

Teen Dance in Basement Recreation Room (1961), by Lee Howick and Neil Montanus.

© 2009 Kodak, courtesy of George Eastman House.

 

 

 

In 1950, Eastman Kodak Company installed the first Colorama in Grand Central. These advertisements would become known as “The World’s Largest Photographs" and were huge indeed: eighteen feet high and sixty feet wide, requiring more than a mile of cold - cathode tubes to illuminate the transparencies from behind. Altogether, 565 Colorama photographs would be situated on this spot over the next forty years. As a major corporate and aesthetic undertaking, the production of Coloramas required the combined efforts of Kodak's marketing and technical staffs and scores of photographers that included such notables as Ansel Adams, Ernst Haas, and Eliot Porter. Until 1990, these illuminated images reflected and reinforced American values and aspirations while encouraging picture-taking as an essential aspect of leisure, travel, and family. In the decades that came and went—from Levittowns and the baby boom, to Watts and Woodstock, to video games and MTV—they proffered an almost unchanging vision of landscapes, villages, and families, American power and patriotism, and the decorative sentimentality of babies, puppies, and kittens. They marked traditional holidays, conventional views of the faraway, and such uplifting events as a moonwalk and a royal wedding; they suggested, with varying degrees of explicitness, that such sights could be defined, secured, memorialized, and enjoyed through the complementary practice of photography. […]

Today, these images linger in the landscape of memory. The Coloramas taught us not only what to photograph, but how to see the world as if it were a photograph. They served to manifest and visualize values that even then were understood as nostalgic and in jeopardy, salvageable only through the time-defying alchemy of Kodak cameras and film.

 

 

 

Alison Nordström

in "Dreaming in Color"

Colorama

The World’s Largest Photographs From Kodak and the George Eastman House

© George Eastman House / Aperture Foundation

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta e outras imagens "Colorama" num artigo da "Vanity Fair" aqui

 

 



16.8.10


 

 

 

 

 

postal ilustrado de grande formato (22,85 cm x 15,16 cm)

1956

 

 

 

 

7 de Outubro 56

 

Minha querida Stella,


Desde que vi o Cinerama já não sou capaz de escrever postais mais pequenos!! (Digo-te que o Cinerama me pasmou completamente!) – A nossa viagem de barco correu muito bem, excepto o meu quase permanente enjôo – um nojo!! O serviço é óptimo e pessoal simpatiquíssimo. Tive muito bons companheiros de bordo – italianos e americanos. – A chegada a Nova-York é um colosso! N. York é esmagativo: irreal à força de formidável – com certeza apaixonante. Em 24 horas livres vi tudo o que pude, que foi bastante ainda assim. Adorei o palácio das Nações Unidas onde almocei com os Albano Nogueira, que foram encantadores. Vi o Metropolitan Museum etc., e tanta coisa vi que parece que estive lá 8 dias naquela Babilónia moderna! – A viagem de avião para aqui muito boa. Calculas como Vasco e eu estamos felizes de nos reencontrar. As pequenas óptimas e o Cinerama deslumbrou-as – mas de facto é de pasmo! San Francisco é lindo, simpático e cheio de requinte – as lojas são de endoidecer – nunca vi mais bonitas! Logo que possa escrevo carta. Estamos bastante bem instalados num “flat” mobilado e que não foi caro.

 

Milhões de beijos para os pequenos e para ti e Eduardo. Abraços do Vasco. Espero muito depressa notícias tuas.

Beijo do coração

 

Margarida

 

p.s. Vi a “Radio City” com as Rocket Girls – estupendo!

pps. Como vai a nossa Paulinha? Diz aos pequenos que cá os espero na terra dos cowboys!

 

 

 

 

 

 

Stella com os filhos Luís e Miguel

c. 1956

 

 


O postal faz parte de um conjunto de recordações que a minha tia Stella, no fim da sua vida, confiou à minha irmã Cristina. É o postal que publiquei há dias no post "The past is a foreign country", aqui.

 

 

Tentei descobrir aqui o que teremos visto em "Cinerama":


 

The first Cinerama film, This Is Cinerama, premiered on 30 September 1952, at The Broadway Theatre in New York. The New York Times judged it to be front-page news. Writing in the New York Times a few days after the system premiered, film critic Bosley Crowther wrote:


Somewhat the same sensations that the audience in Koster and Bial's Music Hall must have felt on that night, years ago, when motion pictures were first publicly flashed on a large screen were probably felt by the people who witnessed the first public showing of Cinerama the other night... the shrill screams of the ladies and the pop-eyed amazement of the men when the huge screen was opened to its full size and a thrillingly realistic ride on a roller-coaster was pictured upon it, attested to the shock of the surprise. People sat back in spellbound wonder as the scenic program flowed across the screen. It was really as though most of them were seeing motion pictures for the first time.... the effect of Cinerama in this its initial display is frankly and exclusively "sensational," in the literal sense of that word.


Although most of the films produced using the original three-strip Cinerama process were full feature length or longer, they were mostly travelogues or episodic documentaries such as This Is Cinerama (1952), the first film shot in Cinerama. Other travelogues presented in Cinerama were Cinerama Holiday (1955), Seven Wonders of the World (1955), Search for Paradise (1957) and South Seas Adventure (1958).

 



14.8.10

 

 

 

 

 

Com os meus pais em Disneyland.

California, 1961

 

 

 


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12.8.10

 

 

 

 

 

Bernardo Luís

San Francisco, 28 de Fevereiro de 1959

 

 

 

 

 

 

 

 

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10.8.10

 

 

 

 

 

Cristina com traje do Minho

São Francisco, 1960

 

 


9.8.10

 

 

 

 

 

 

Bodas de Ouro de Artur e Maria Gonçalves Neto

San José, California

c.1958

 

 

 



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7.8.10

 

 

 

 

Veja também o post "Snapshot (c.1947)" aqui

 

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5.8.10

 

 

 

 

Arizona, 1959

 

 

 

 

É uma pena terem perdido a cor e eu não poder restaurá-las. Das cerca de 250 fotografias do livro, apenas uma vintena são a cores, em parte por causa disto. Mostrarei em próximos posts algumas das "excluídas". O seu estado de conservação é variável, mas todas perderam cor.

 

 

 

 

 

 

Exposição de produtos portugueses c.1959

(foto reproduzida em Retrovisor um Álbum de Família)

 

 

 

 


Esta está perfeitamente conservada, uma raridade na minha colecção. É assim a única fotografia a cores que incluí no capítulo sobre a California, descontando as reproduções de materiais impressos.


O tempo de vida de provas cromogéneas em papel Kodak varia entre os 16 e os 76 anos, segundo a tabela que consta do livro "Conservação de Colecções de Fotografia", da autoria de Luís Pavão, aqui.

 

 

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2.8.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© 1959 by Golden Press, Inc.

Designed and produced by Artists and Writers Press, Inc., New York

and from the Basic Science Education Series (Unitext),

published by Row, Peterson and Company, Evanston, Illinois.

 

 

 


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