30.4.09

 

Vasco e Margarida Futscher Pereira

Itália, 1948

 

O livro Retrovisor, um Álbum de Família, que aqui venho anunciando, é lançado na próxima semana. Aproveito o momento para agradecer aos leitores que me têm acompanhado neste espaço. Talvez alguns se perguntem se o blog acaba aqui. Não acaba, mas haverá naturalmente um 'antes' e um 'depois' do livro, porque foi em torno do livro que construí o blog. Pode ser que nos próximos tempos abrande o ritmo de posts, e prometo que tão cedo não volto a falar na minha família. No livro, eu conto a história com princípio, meio e fim. Aqui, tenho procurado apresentar o material de que a história é feita, mas sempre com o cuidado de não estragar a surpresa. Mais tarde chegará o momento de poder servir-me livremente de todo o material.

 



 

sinopse:

Retrato de um diplomata português e da sua família, cujas histórias se cruzaram com a História do século XX em três continentes. Sendo uma história pessoal, com as vicissitudes a que nenhuma vida escapa, é também a ilustração de um percurso, ao serviço de Portugal, antes e depois do 25 de Abril, por lugares e épocas tão diversos como a Europa do após-guerra, a África Colonial e a América dos finais da Guerra Fria.

 

excerto da introdução:

 

Fiz este álbum para mostrar aos meus sobrinhos alguma coisa da vida e do mundo dos seus avós Margarida e Vasco, com quem eles não tiveram oportunidade de conviver. Eu, que tive a sorte de conhecer bem os meus avós, queria falar-lhes dos seus, e também doutras pessoas muito queridas, parentes e amigos sem os quais o retrato da nossa família ficaria muito incompleto.

Vasco teve um percurso ascendente e chegou mesmo a ser uma figura pública na última década da sua vida, enquanto Margarida fez o percurso inverso, mas eu desejava retratar os dois. E apesar de ter consciência de que a história se construiria em torno da figura dele, em virtude da sua carreira e do 'exotismo' da vida diplomática, os arquivos de ambos completavam-se. Ela conservou um espólio fotográfico e documental considerável, escreveu “Livros de Bébé” para os três filhos e publicou dois livros de poesia. Ele conservou toda a sua correspondência pessoal e um arquivo completo da sua vida profissional.

 

Mais no site do editor aqui

link do postPor VF, às 10:32  comentar

De Anónimo a 30 de Abril de 2009 às 16:56
Querida Vera,

serve o presente para te dizer o quanto aprecio o trabalho de investigação e de (re) criação a que te entregaste. Sem querer cair na vulgata psicanalítica, o resultado deste teu "investimento" pessoal e afectivo é um exemplo feliz de "sublimação" ou não fosse a vida uma alquimia onde calcinamos as frustrações e o sofrimento no fito de chegarmos ao ouro do"conhecimento" de nós próprios e dos demais.

O "retrovisor" e o que representa é o caminho que todos deveríamos seguir. Como amigo e admirador fico-te grato pelo "pioneirismo" e algo me diz que os teus, os ainda presentes e os que nos observam e amparam do outro lado, sorriem e aplaudem com bonomia; segredou-mo a Cristina naquele seu jeito entusiasta...

Espero que tudo corra como esperas na próxima semana.

Abraços fortes.

Jorge Andrade Silva
http://signa.tumblr.com

De Anónimo a 14 de Maio de 2009 às 12:44
Querida Vera,
O seu RETROVISOR teve o condão de me catapultar para o pano de fundo da minha vida - coisa que eu há anos não fazia! - e como sabe já tenho 82.
As atrocidades da Guerra de Espanha, o "Estado Novo", a hecatombe da 2ª Guerra Mundial, as guerras africanas, o 25 de Abril, o PREC ... todos estes acontecimentos que a Vera intercala discretamente no seu texto não foram apenas datas ou comemorações, foram todos vertendo mês a mês, ano a ano, as suas implicações no complexo viver de cada um: rotinas quebradas, confianças pulverizadas, sonhos esfarrapados, alegrias fugazes, certezas de abandono, solidão, saudade um futuro improvável... ingredientes que, se nalguns sedimentaram um percurso de vida notável, noutros foram letais solventes tóxicos de energia vital.
Ao ler o seu livro não pude deixar de reviver este passado e de tentar responder à pergunta que vem sugerida na sua introdução: Como é que eu me desenvencilhei? - Foi assim que o seu livro entrou na minha vida. Bem Haja!
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Querida Vera, <BR>O seu RETROVISOR teve o condão de me catapultar para o pano de fundo da minha vida - coisa que eu há anos não fazia! - e como sabe já tenho 82. <BR>As atrocidades da Guerra de Espanha, o "Estado Novo", a hecatombe da 2ª Guerra Mundial, as guerras africanas, o 25 de Abril, o PREC ... todos estes acontecimentos que a Vera intercala discretamente no seu texto não foram apenas datas ou comemorações, foram todos vertendo mês a mês, ano a ano, as suas implicações no complexo viver de cada um: rotinas quebradas, confianças pulverizadas, sonhos esfarrapados, alegrias fugazes, certezas de abandono, solidão, saudade um futuro improvável... ingredientes que, se nalguns sedimentaram um percurso de vida notável, noutros foram letais solventes tóxicos de energia vital. <BR>Ao ler o seu livro não pude deixar de reviver este passado e de tentar responder à pergunta que vem sugerida na sua introdução: Como é que eu me desenvencilhei? - Foi assim que o seu livro entrou na minha vida. Bem Haja! <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Ruza</A>

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