8.4.09

 

 

 

Álvaro Feijó

1916-1941

 

 

PARÁBOLA

 

Contei estrelas,

e elas

morriam, à medida que as contava.

 

 

E a escuridão nasceu.

 

 

Mas fiz estrelas

e pendurei-as

na escuridão da abóbada.

 

 

 

Fiquei nimbado de luz,

mas a Terra era negra à minha roda...

 

 

 

 

 

Álvaro Feijó
Corsário (1940)

 

in Os Poemas de Álvaro Feijó

© Evoramons Editores e herdeiros de Álvaro Feijó

 

Mais sobre o autor aqui

O livro aqui

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