5.4.09

 

 

 

 

O poeta Teixeira de Pascoaes e Frederico Pereira de Carvalho

na Casa de Freitas. c. 1927

LXVII

 





Que saudades eu sinto desta flor,

Que vai murchar!

E desta gota de água e de esplendor,

Um pequenino mundo que é só mar.

E desta imagem que por mim passou

Misteriosamente.

E desta folha pálida e tremente

Que tombou...

Da voz do vento que me deixa mudo,

E deste meu espanto de criança.

Que saudades de tudo eu sinto, porque tudo

É feito de lembrança...

 

 

 

Teixeira de Pascoaes

Versos Pobres (1949)

In Poesia de Teixeira de Pascoaes,

Org. de Silvina Rodrigues Lopes

Lisboa, Editorial Comunicação, 1987

Mais sobre a saudade pascoaesiana aqui

Biografia e obras de Teixeira de Pascoaes aqui

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