6.3.09

 

Carta de Ruy Cinatti para Margarida, 1946

 

 

A minha vida aqui tem sido um verdadeiro paradoxo. Sinto-me simultaneamente muito feliz e muito infeliz. Tudo que diz respeito aquilo que amedronta aqueles que vêm para Timor me encanta: a terra, o clima, a vida. Mas o trabalho é desolador. Já não falo na quantidade. Dias há que anda aí pelas 14 horas. Mas a natureza do trabalho é a mais oposta à minha múltipla vocação. (...) Valem-me aqueles momentos de contemplação verdadeiramente inefável da paisagem das minhas ilhas, “da minha ilha”.

 


O poeta-antropólogo Ruy Cinatti foi um nómada como os seus amigos Margarida e Vasco, mas nunca se perderam de vista. Deu uma ajuda importante a Margarida na preparação do seu segundo livro de poesia, "Bens Adquiridos" (Guimarães Editores,1974). Dos cinco poemas dela que escolhi para figurarem em "Retrovisor, um Álbum de Família", dois são dedicados a Ruy Cinatti.

 

 

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link do postPor VF, às 17:41  comentar

De A. João Soares a 8 de Março de 2009 às 06:59
É um prazer vir a este blog, porque aqui respira-se cultura e amor às pessoas e conhecimento de situações com as quais a corrida stressante da vida não permite regularmente contactar.
Parabéns pelo cuidado que dedica a estes temas de elevado interesse.
Cumprimentos
A. João Soares

De VF a 8 de Março de 2009 às 22:13
Caro A. João Soares
Agradeço-lhe os seus generosos comentários a este blog. Os comentários como o seu representam um grande estímulo, ao revelarem interesse por personalidades talvez um pouco esquecidas e que merecem ser recordadas.
Bem haja.
VF

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